Novos diplomatas do Brasil terão que saber sobre Bitcoin e blockchain para entrar no Itamaraty

O Instituto Rio Branco, criado em 1945, responsável pelo Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas e do Curso de Altos Estudos, obrigatórios para os diplomatas que almejam a ascensão na carreira, publicou o edital de 2019 para seleção de novos diplomatas no Brasil e passou a exigir que os candidatos saibam sobre blockchain e criptomoeda.

"A diretora-geral do Instituto Rio Branco, no uso das atribuições que lhe conferem a portaria MRE nº 179, de 14 de março de 2014, e a portaria MRE nº 598, de 17 de junho de 2019, torna pública a realização do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, para o provimento de 20 (vinte) vagas na classe inicial de terceirosecretário (....) Anexo III - Conteúdo Programático (...) Política Internacional (primeira e segunda fase), (...) Criptomoedas, blockchain e os impactos na economia mundial.", diz o edital.

Conforme destaca a publicação o tema é estudo obrigatório para a prova que é ministrada, inicialmente, em duas fases. O conhecimento sobre blockchain e criptomoedas é obrigatório em ambas as fases.

O edital destaca que serão oferecidas 20 novas vagas e que o salário inicial será de R$ 19.199,06. Os interessados em concorrer a uma das vagas poderão se inscrever entre 08 horas do dia 17 de julho e 23 horas e 59 minutos do dia 12 de agosto de 2019, no site. A taxa de inscrição custa R$208,00.

Como reportou o Cointelegraph, na semana passada, representantes do Governo Federal do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina se reuniram na sede regional do Serpro em Porto Alegre para um "brainstrom" sobre o bConnect, plataforma em blockchain que ligará o comércio exterior do países e pode até mesmo ser usada em um novo acordo comerical que vem sendo desenhando entre o Mercosul e a União Européia.