A plataforma de rastreamento on-chain da rede Ethereum (ETH) Etherscan revelava nesta quarta-feira, dia 1º, que a carteira 0x2b6ed29a95753c3ad948348e3e7b1a251080ffb9 acumulava cerca de US$  413 milhões distribuídos em 107 tokens, além do Ether. A baleia em questão chamou a atenção do diretor da Coinbase Conor Grogan, que foi ao Twitter no último final de semana lembrar que a baleia misteriosa permanece intocada desde que desembolsou US$ 75 mil por 250 mil ETH na oferta inicial de moedas (ICO, na sigla em inglês) da altcoin em 2014.

Além da valorização do Ether, que era trocado de mãos por US$ 1.653 (+1%), valor 551.000% superior ao preço que a baleia pagou por ETH na ICO, US$ 0,30 cada um, a carteira também foi beneficiada por diversos airdrops ao longo dos anos, segundo Conor. 

“Um dos endereços mais misteriosos de todas as criptomoedas: comprou US$ 75.000 em ETH na ICO em 2014 - carteira completamente intocada; nunca fez uma única transação - carteira agora vale US$ 400 milhões mais, cerca de 5.333 vezes - recebeu US$ 6,5 milhões em airdrops apenas por hodling (apenas 87 vezes o investimento inicial)”, explanou o executivo. 

Pelo que era possível observar no portfólio da baleia, a maior parcela do patrimônio da carteira se refere aos ETHs, sendo que pouco mais de US$ 32,67 mil estavam distribuídos por outros tokens, a maioria deles desconhecidos. Dessa parcela, a maior fatia se referia a US$ 32,39 mil em OMG Network (OMG), enquanto o restante se dividia entre outros tokens, entre eles o Ebakus (EBK) em pouco mais de US$ 143, o HEX em US$ 82 e o NEST em US$ 22, além de 38 tokens não fungíveis (NFTs).

Enquanto a baleia da Ethereum engorda, as baleias do Bitcoin (BTC) emagrecem com a pressão sobre a criptomoeda durante o mês de fevereiro, o que fez o número de grandes carteiras de BTC encolher a níveis do início de 2020. Já os tubarões impulsionaram a alta de uma criptomoeda cross-chain nessa quarta-feira, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil

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