Mesmo sem honrar o compromisso com seus clientes desde agosto de 2018 a Atlas Quantum, plataforma comandada por Rodrigo Marques, afirmou possuir mais de 58.3 Bitcoins 'integrados' no sistema do Projeto Phoenix, (que funciona como o 'bot-as-a-service' operando na diretamente na conta do cliente na Bitmex) gerando um lucro para a empresa de 2.06836945 Bitcoins, segundo o próprio portal de transparência da plataforma.
Ainda segundo os dados da 'Phoenix', a plataforma teria cerca de 706 clientes e o bot (robô de arbitragem) estaria operando em 191 contas. Nas redes sociais há relatos de diversos clientes que estariam utilizando o sistema e relatando que o mesmo teria lhes proporcionado lucrar com a volatilidade e as oportunidades de spread no preço do BTC.
Lançado oficialmente em 27 de fevereiro, a "Phoenix" promete solucionar o problema dos clientes da Atlas Quantum, "O Projeto Phoenix é uma iniciativa da Atlas Quantum para recuperação da empresa. Temos um compromisso com nossos clientes e para honrá-lo continuaremos trabalhando na normalização de nossa operação e efetivação das ordens de nossos clientes. Neste primeiro momento, estamos trabalhando em novas opções de produtos e serviços. Manteremos nossos clientes informados de qualquer atualização através de nossos canais oficiais", destacou a Atlas na página oficial do projeto.
A Phoenix não guarda relação direta com a nova plataforma da Atlas Quantum, na qual usuários conseguem visualizar os dados de suas antigas solicitações de saque pendentes com a empresa. Segundo informações, não confirmadas pela Atlas, as plataformas atuaram de forma distinta, sendo que, uma funcionará como uma espécie de exchange na qual os bitcoins bloqueados deverão ser comercializados (por BTC ou reais) e então solicitados para retirada e, na outra plataforma, com Bitcoins 'novos' haverá a utilização do robô de arbitragem mediante a adesão aos termos..
Em busca de resolver a crise pela qual passa a empresa desde o ano passado, a Atlas Quantum, protocolou um novo pedido de dispensa de regulamentação junto a Comissão de Valores Mobiliários, CVM. O novo pedido foi feito pela Atlas após a CVM negar uma primeira solicitação da empresa que solicitou cerca de 120 dias para responder às solicitações da autarquia federal.
Entre as solicitações da CVM havia um estudo de viabilidade das arbitragens oferecidas pela Atlas e como a empresa pagaria seus clientes. A CVM ainda não decidiu sobre este novo pedido.