Em meio a um fluxo de entradas líquidas de 2,6% nas últimas horas, o mercado de criptomoedas alcançava US$ 2,62 trilhões em capitalização de mercado na manhã desta quarta-feira (5), ocasião em que o Bitcoin (BTC) era transferido na região de US$ 70,7 mil (+2,7%) com 53,2% de dominância de mercado, sentimento dos investidores em uma zona de ganância (65%) e diversas altcoins avançadas em até três dígitos percentuais.
O contexto macroeconômico favorecia mercados como o de criptomoedas, associado ao Venture Capital (VC), capital de risco, por causa da divulgação de novos dados apontando o enfraquecimento macroeconômico dos EUA por meio da queda das vagas de emprego em aberto na maior economia global.
Segundo o relatório Jolts, pesquisa do Departamento do Trabalho daquele país relativa às vagas de emprego e rotatividade de mão de obra, as vagas de emprego em aberto no país em abril foram de 8,059 milhões, número que representou um recuo de 296 mil vagas ofertadas em relação ao mês anterior.
Esses números reduzem o temor com novas altas na taxa de juros do Federal Reserve (Fed), cenário favorável às criptomoedas. Por outro lado, outro relatório, divulgado nesse caso pelo Departamento do Comércio, apontou que as encomendas feitas às indústrias dos EUA cresceram 0,7% em abril, a um volume de US$ 588,2 bilhões.
Enquanto índices acionários historicamente correlacionados ao mercado cripto avançaram moderadamente, como o S&P 500 e o Nasdaq, encerrados respectivamente em 5.291,34 (+0,15%) e 16.857,05 pontos (+0,17%), os investidores de fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin registraram entradas líquidas de US$ 886,75 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.
As principais altcoins em capitalização de mercado operavam no verde. Nesse grupo, o BNB correspondia a US$ 701,13 (+9,5%), o PYTH estava cotado a US$ 0,47 (+8,8%), o GALA representava US4 0,048 (+8,5%), o INJ se convertia em US$ 26,31 (+8,2%), o SHIB era transferido por US$ 0,000025 (+8,1%), o FLOW representava US$ 0,92 (+7,1%) e o BONK pareava US$ 0,000034 (+7%).
No caso dos tokens em alta de dois dígitos percentuais, o FLOKI era negociado por US$ 0,00032 (+22,8%), o ORDI se localizava em US$ 56,15 (+17,3%), o UNI orbitava US$ 11,08 (+16,3%), o CKB era liquidado por US$ 0,018 (+18,2%), o CAKE valia US$ 3,13 (+16,6%), o NOS representava US$ 4,90 (+22,6%), o BMX era comprado por US$ 0,48 (+45%), o SLERF se equiparava a US$ 0,41 (+27,9%) e o TOKEN se quantificava por US$ 0,17 (+23,2%).
Chamava a atenção o recém-lançado BEERCOIN (BEER), uma memecoin associada ao consumo de cerveja que propõe a criação de um tokemonics (economia do token) baseada no consumo universal da bebida, que prevê ainda a cunhagem de tokens não fungíveis (NFTs) baseados na cerveja, transacionado a US$ 0,00046 (+115%) com alta acumulada semanal de 350%.
Gráfico semanal do par BEER/USD. Fonte: CoinMarketCap
No campo das deslistagens estavam seis pares de negociação a serem removidos na próxima sexta-feira (7) pela Binance: ACE/BNB, DOT/TUSD, MAGIC/FDUSD, MEME/BNB, SAND/BNB, XAI/TUSD. O que não afeta a negociação de outros pares envolvendo esses tokens, de acordo com o que informou a exchange de criptomoedas.
Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam ATH e MOTHER na Bitget, ZEUS, WEN, TREMP, TNSR, NOS e BODEN na Kraken, EYE, TROG e TME na BitMart, GOLD na AscendEX, TROG, KITTENWIF, e DOGEMOB na LBank, XAI na Bithumb e EGON na Gate.io.
No dia anterior, as criptomoedas atingiram alta de até 50% em meio às incertezas do S&P 500 enquanto o Bitcoin caminhava de lado, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.