Manter seu dinheiro parado em uma corretora tradicional como XP, Clear, Modal, entre outras é tão perigoso quando deixar seu bitcoin custodiado em uma exchange, isso porque, em caso de quebra ou falência como ocorreu em 2016 com a TOV Corretora, não há qualquer mecanismo para ressarcir os valores parados dos investidores.

Se no caso das exchanges de Bitcoin no Brasil não há qualquer mecanismo que possa oferecer uma garantia aos clientes em caso de fraude, falência ou mesmo ataques hacker e, desta forma, o cliente que manter BTC custodiados nestas plataformas podem perder tudo de uma hora para outra. No caso de corretoras de investimento tradicionais, embora há mecanismos de garantia eles não são suficientes para cobrir todos os casos.

Embora a probabilidade de uma corretora, regulamentada e portanto que é constantemente monitorada quanto a sua liquidez, quebrar ou falir seja muito menor do que uma exchange de bitcoin ser hackeada, alguns investidores não têm conhecimento de que dinheiro parado em corretora não tem qualquer garantia.

O valor parado na conta corrente da corretora não é protegido, desta forma. embora o MRP (Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos), disponibilizado pela BSM (BM&FBovespa Supervisão de Mercados), garanta o ressarcimento de até R$ 120 mil ao investidor, ele tem regras muito específicas que, muitas vezes, inviabilizam qualquer reembolso. Para que haja reembolso o valor tem que ser proveniente de operações efetuadas na B3.

Assim, por exemplo, se você fez uma TED do seu banco para a conta da corretora e ainda não tiver utilizado o dinheiro para comprar algum papel, o mecanismo não ressarcirá o valor. Já quando o dinheiro está totalmente aplicado, os investimentos estarão vinculados ao seu CPF e o cliente não perderá dinheiro, já que a custódia pode ser transferida para outra corretora.

Os investidores no mercado tradicional podem argumentar que a quebra de uma corretora é praticamente impossível e o risco mencionado acima é muito pequeno, contudo, além da TOV, em 2014 houve a quebra da Corval e, em ambos os casos, ocorreram pela parte da manhã, por meio de um comunicado de liquidação extrajudicial do Banco Central, assim o investidor que, sem saber de nada, estava com seu dinheiro 'seguro' nas instituições ficou a ver navios.

No caso da Corval, o prejuízo estimado foi de R$ 10 milhões e no da TOV R$ 121 milhões.

Já no caso dos Bancos, se houver falência da instituição financeira também não há garantia de recebimento total de seu dinheiro. No caso dos Bancos há o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), contudo ele só reembolsa os clientes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, em ate R$ 250 mil, acima deste valor, perdeu tudo.