Negociado em torno de US$ 16,7 mil (-6%), o Bitcoin (BTC) voltou a recuar para mínimas dos últimos dois anos na manhã desta quinta-feira (10), baixa que chegou a levar o preço da principal criptomoeda do mercado para US$ 15,7 mil na tarde de quarta a partir do pânico que tomou conta do mercado em relação a uma possível espiral da morte desencadeada pelo risco de insolvência da exchange de criptomoedas FTX, que convive com uma crise de liquidez, agravada nos últimos dias.

Para piorar, a rival Binance anunciou oficialmente que desistiu de comprar a FTX e acabou confirmando informações de bastidores de que Changpeng Zhao (CZ), CEO da Binance, não levaria adiante seu plano inicial de aquisição da empresa combalida de Sam Bankman-Fried (SBF).

Em meio à “previsão do fim do mundo” relativo a um futuro sombrio para o Bitcoin, seis associações brasileiras, representativas de 1.051 empresas, formalizaram uma carta ao presidente da Câmara do Deputados, Arthur Lira (PL), pedindo urgência na aprovação da regulamentação das criptomoedas no Brasil. Ao Cointelegraph Brasil, Vanessa Butalla, representante da 2TM, controladora da exchange brasileira Mercado Bitcoin (MB), destacou o “caso FTX” e disse que um eventual atraso na aprovação da regulamentação seria um retrocesso.

Com alguns bancos centrais mundo afora abandonando a corrida por moeda digital (CBDC), a maioria das principais altcoins por capitalização de mercado conseguia mitigar a retração do BTC, entre elas o ETH, avaliado em US$ 1.181 (-1%), o XRP, transacionado por US$ 0,36 (-2,6%), o ADA, avaliado em US$ 0,34 (-1,4%), e o DOGE, cotado a US$ 0,0081 (-1%). 

No olho do furacão da crise da FTX, em razão de uma alta concentração de tokens no patrimônio da Alameda Research, empresa irmã da exchange de SBF, o SOL estava precificado em US$ 13,87 (-22,77%) e o FTX Token (FTT) respondia por US$ 2,63 (-41%). Enquanto isso, os sites da Alameda e da FTX se encontravam fora do ar

Apesar do banho de sangue, alguns tokens apresentaram ganhos na casa de dois dígitos, entre eles o MKR, trocado de mãos por US$ 745 (+12%), o DYDX, avaliado em US$ 1,49 (+18%), e o PHA, transacionado por US$ US$ 0,18 (+38%).

Entre os destaques, estava o pouco conhecido KAS, que era negociado por US$ 0,0038 com alta diária de 20%. Isso porque o gráfico semanal da altcoin revela um crescimento semanal de 45% que permitiu ao KAS atravessar o que se apresentou como uma terra arrasada no mercado de criptomoedas nos últimos dias.

Gráfico de sete dias do par KAS/USD. Fonte: CoinMarketCap

O KAS é o token nativo da rede Kaspa, que se apresenta como uma blockchain de prova de trabalho (PoW) que implementa o protocolo GHOSTDAG, que “não cria blocos órfãos em paralelo, mas permite que eles coexistam e os ordene em consenso.” 

Pelo que é possível perceber nos canais oficiais da rede, que completou um ano de lançamento no último dia 7, a ascensão do KAS coincide com o anúncio de listagem na eschange global de criptomoedas CoinNext, que não se trata da exchange brasileira de mesmo nome. 

No início da semana, antes do crash, o analista que previu o crash de 2021 avaliou quando seria o próximo rali do Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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