Fundação Litecoin lança MimbleWimble por meio de blocos de extensão

A Fundação Litecoin publicou duas novas propostas preliminares de melhoria do Litecoin que trabalham para estabelecer recursos de privacidade para a rede.

Em 22 de outubro, a Fundação compartilhou links para detalhes dos projetos de propostas no GitHub: LIP-0002 EB e LIP-0003 MW.

Protegendo a fungibilidade funcional do Litecoin do governo

Como a Fundação descreve, ambas as propostas têm como objetivo mitigar os riscos de privacidade associados a um ledger transparente, no qual o histórico de transações pode ser rastreado publicamente.

Os autores da proposta - Andrew Yang, David Burkett e Charlie Lee - argumentam que essa transparência dificulta a "fungibilidade funcional do Litecoin em um mundo comercial regulamentado pelo governo", observando que:

“Informações pessoais identificáveis ​​coletadas de endereços IP, exchanges ou traders podem ser vazadas e vinculadas a seus endereços. Além disso, serviços, como análise de cadeias, fornecem pontuações de risco com base no fato de os endereços que eles incluíram na lista negra aparecerem ou não em seu histórico transacional. Isso resulta em algumas empresas tratando essas moedas como ‘contaminadas’ e depois as enviando de volta ao proprietário, ou pior ainda, fechando sua conta”.

Para resolver isso, a Fundação está trabalhando na integração do protocolo Mimblewimble, focado na escalabilidade e na privacidade - que tem esse nome por conta de uma maldição fictícia de amarrar a língua nos populares livros de Harry Potter.

O Mimblewimble é, em parte, uma variante do protocolo criptográfico conhecido como Confidential Transactions, que permite que as transações sejam ofuscadas e ainda verificáveis, a fim de alcançar maior privacidade e impedir o gasto duplo.

Desenvolvimento de protocolo de suporte à privacidade

Para essas propostas específicas, os autores preveem a implementação do protocolo Mimblewimble como um novo formato de transação opcional por meio de "blocos de extensão" (EBs). Esses EBs funcionam ao lado de blocos canônicos da cadeia principal, no mesmo intervalo de 2,5 minutos em média.

Os documentos descrevem o funcionamento dessa integração opt-in e os efeitos que ela tem para a privacidade das transações e exatamente como as propostas lidam com a interação entre moedas nos EBs e no blockchain canônico.

Como relatado anteriormente, a criptomoeda centrada na privacidade Grin (GRIN) passou por seu primeiro hard fork de rede neste verão para introduzir ajustes em seu algoritmo de consenso, a fim de obter maior resistência aos mineradores ASIC.

Nesta terça-feira, o Cointelegraph relatou comentários do CEO da empresa de rastreamento de transações de cripto CipherTrace, que argumentou que os regulamentos de cripto da Força-Tarefa de Ação Financeira desencadeariam uma mudança na atividade criminosa para longe do Bitcoin (BTC) e em direção às moedas focadas em privacidade.