Ledger é classificada como pen drive no Brasil e não terá benefícios fiscais de Paulo Guedes

Carteiras de hardware de Bitcoin e criptomoedas podem não ser beneficiadas por acordos comerciais que o Brasil pode assinar com outras nações para diminuir alíquotas de importação de bens de informática. segundo um levantamento feito pelo CriptoFácil

Wallets como Ledger e Trezor são enquadradas como "Pen Drive" no país e, desta forma, como há fabricação deste tipo de equipamento (pen drive) no Brasil o Governo Federal não concede redução de alíquotas de importação.

O ministro da Economia Paulo Guedes vem debatendo com a Camex (Câmara de Comércio Exterior) a redução em impostos de importação para itens de informática bem como de telecomunicações, no entanto, só terão benefícios equipamentos enquadrados em categorias que não têm fabricação nacional.

"Isso é um mega impeditivo para a comercialização destes equipamentos no Brasil, pois com os atuais impostos aplicados, acaba ficando um tanto quanto caro a revenda destes dispositivos no Brasil. Até mesmo as wallets de hardware que não guardam semelhança com pendrives e que são um pouco maiores, o Governo classifica elas como 'tablets', enfim isso dificulta muito a importação legal", declarou Jefferson Rondolfo, da KriptoBR.

No caso das regras que devem facilitar a importação de equipamentos as discussões estão avançadas e aguardam apenas a aprovação da reforma da Previdência, principal meta do Governo Federal. A expectativa é que as alíquotas de importação sejam baixadas para 4%. Atualmente, as importações de bens de capital são taxadas em 14% e as de bens de informática e telecomunicações, em 16%.

Como reportou o Cointelegraph, a carteira de Bitcoin (BTCElectrum receberá suporte para a Lightning Network (LN) em breve. A Electrum, uma das mais antigas carteiras de Bitcoin, que está no mercado desde 2011, disse que a funcionalidade da LN viria como parte de uma grande atualização iminente.