Emprego garantido: Decisão do TRT impede que profissionais de TI sejam demitidos em SP

Um decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) decretou que empresas não podem demitir, durante os próximos 90 dias, funcionários do setor de Tecnologia de Informação, a medida 'garante emprego' para cerca de 160 mil trabalhadores, como mostra uma reportagem do jornal Agora, publicada em 04 de setembro.

De acordo com a reportagem após um julgamento realizado na última quarta-feira (28), o TRT determinou um reajuste de 3,43% sobre os salários dos empregados do setor e a medida para impedir a demissão dos funcionários devido a negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd) e o Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo (Serprosp).

A medida também atinge o setor de TI de exchanges de criptomoedas; empresas que operam com Bitcoin; desenvolvedores e suporte (help desk), além de desenvolvedores que atuam na area de blockchain em empresas privadas.

Segundo o TRT o veto às demissões foi uma forma de 'punição' as patrões que vinham debatendo com os sidicatos desde janeiro. O TRT determinou ainda que a empresa que quiser pode até mandar o funcionário embora, mas terá que pagar os salarios relativos até o dia 28 de novembro de 2019.

"Não achamos correto a decisão de conceder essa estabilidade. Nossas empresas trabalham sob o regime de contratos e têm o direito de se planejarem", disse Luigi Nese,  presidente do Sindicato das Empresas de Processamento de Dados de SP.

Como reportou o Cointelegraph, recentemente a cidade de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, contratou a Construtivo, para implementar uma solução em blockchain para a Prefeitura.

Segundo a publicação a plataforma da Construtivo que será usada pela Prefeitura é chamada Colaborativo e permite funcionalidades integradas de maneira segura para todos os usuários dos projetos, internos e externos. De acordo com Marcus Granadeiro, presidente do Construtivo, a SP Obras identificou a necessidade de uma plataforma de gestão de ativos e otimização do trabalho.