No início da noite do último dia 26 de abril, o exemplar #7964 da badalada coleção de tokens não fungíveis (NFT) CryptoPunks era vendido na plataforma marketplace OpenSea por 70,7 ETH, quase US$ 200 mil, aproximadamente R$ 1 milhão pela cotação do Ether, que, naquele dia, valia pouco mais de US$ 2,8 mil. De lá pra cá, a criptomoeda da principal rede de contratos inteligentes já caiu mais de 50%, uma vez que o Ether era trocado de mãos por cerca de US$ 1,2 mil na tarde desta terça-feira (14).
A baixa parece não ter diminuído o entusiasmo do comprador do NFT, João Doria Neto, filho do ex-governador de São Paulo, João Doria, apesar de o investidor já ter amargado uma perda de cerca de US$ 110 mil, quase R$ 570 mil.
À coluna “Direto da Fonte”, editada pelo jornalista Gilberto Amendola, do jornal O Estado de São Paulo, João Doria Neto revelou que sempre almejou um NFT CryptoPunk, classificado por ele como o principal item de sua coleção, composta por 18 peças. Doria Neto argumentou que “foi essa coleção que inspirou a revolução tecnológica que vivemos.”
Engana-se que pensa que o “sonhado CryptoPunk” está sozinho no topo dos colecionáveis do conselheiro do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE). De acordo com o que constava no perfil do investidor no OpenSea, João Doria Neto é o atual dono do Lichterloh - Black #3, da coleção Automorph, colocado à venda pelo investidor pela bagatela de 70 ETH, cerca de US$ 85,9 mil, quase RS 440 mil.
Os NFTs da coleção Automorph representam uma série de vídeos generativos que explora a (auto)consciência humana, mudança e manipulação em relação a questionamentos que moldam quem somos, como nos manipulamos e como lidamos com as emoções, segundo a descrição do criptoativo, que não apresentava propostas de compradores segundo o que informava o mapeamento do marketplace.
I appreciate generative art, even more when collecting together with fellow punks like @mb__nft & @ross_dallbricht - just copped Black #3 by LICHTERLOH https://t.co/8hTiJhbQyQ pic.twitter.com/O7Agv89Qyo
— João Doria Neto (@joaodorianeto) May 17, 2022
NFTs à parte, João Doria Neto também acrescentou que o interesse dele pela tecnologia vai além dos colecionáveis, e de seus investimentos. Ele frisou que acredita na blockchain argumentando que a tecnologia de registro de transações possui aplicabilidade na iniciativa privada e nas políticas públicas.
“Será uma revolução – com diminuição de burocracia, transparência nas transações e no uso do dinheiro público”, argumentou.
Apesar da perda de valor de mercado de seu exemplar CryptoPunk, João Doria Neto já faturou em revendas de NFT. Em março, por exemplo, ele faturou mais de R$ 200 mil com a venda de um exemplar da coleção de avatares CloneX, o que na ocasião representou um ganho de 500% para o investidor, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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