- Medo de prejuízos financeiros e golpes freiam entusiasmo por criptomoedas no Brasil, revela pesquisa
Para se ter uma ideia da importância do assunto, uma pesquisa feita na plataforma de monitoramento de procololos DeFiLlama no momento dessa escrita a partir do filtro "APY", sigla em inglês para rendimento anual, retornava valores que superavam 769.000%. O que representa dizer que os protocolos DeFi representam oportunidade, mas também envolvem riscos disfarçados de oportunidade, principalmente no caso dos investidores mais distraídos e mais ávidos por grandes lucros.
Por essa e outras razões, Aragão e Escudero também conversarão sobre o fator segurança, primordial na hora de aportar os tokens nos diferentes protocolos existentes no mercado de criptomoedas. Nessa seara, um relatório da empresa de segurança de blockchain Immunefi do final de março apontou para uma queda de 23% nos prejuízos causados por hacks e fraudes no primeiro trimestre de 2024 em comparação com 2023.
De acordo com o relatório, o valor total perdido com incidentes de segurança no primeiro trimestre de 2024 foi de aproximadamente US$ 336,3 milhões, abaixo dos US$ 437,5 milhões registrados no mesmo trimestre de 2023. Nesse caso, o relatório identificou 46 incidentes de hack e 15 casos de atividades fraudulentas.
Com quase US$ 100 bilhões de valor total bloqueado em protocolos da Web3, as plataformas DeFi continuam sendo um alvo significativo dos hackers, representando todas as explorações identificadas pela Immunefi no primeiro trimestre, em comparação com o prejuízo zero de plataformas de finanças centralizadas.
Segundo o levantamento, dois projetos foram responsáveis pela maior parte das perdas, totalizando US$ 144,5 milhões, ou 43% do valor total. O maior ataque, no valor de US$ 81,7 milhões, teve como alvo o protocolo de ponte cross-chain Orbit Bridge na véspera do Ano Novo. Janeiro registrou as maiores perdas mensais no primeiro trimestre, totalizando US$ 133 milhões.
Na última semana, o Cointelegraph Brasil, em outro Cripto Papo promovido com Paulo Aragão, também abordou segurança. Nesse caso por meio da utilização de carteiras de hardware, entre outros assuntos, com o convidado Jefferson Rondolfo, CEO da KriptoBR.