O impacto do Coronavírus pode começar a prejudicar a indústria nacional segundo um comunicado emitido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas do Amazonas (Sindmetal-AM), que destacou que os fabricantes de equipamentos eletrônicos instalados na Zona Franca de Manaus só têm estoque de componentes para as duas primeiras semanas de março.

Como já havia adiantado o Cointelegraph, especialista já vinha apontando que, mesmo o Brasil não apresentando um surto de Coronavírus até o momento, o impacto da epidemia seria sentido no país e poderia afetar até mesmo a negociação de Bitcoin e criptomoedas.

“Deve afetar da Zona Franca de Manaus ao comércio popular da 25 de Março e do Saara, mas só saberemos melhor a partir desta semana”, afirma Leandro Barreto, sócio da Solve Shipping.

Segundo o presidente do Sindmetal-AM, Waldemir Santana, várias empresas estão procurando o sindicato para avisar que se não houver novos embarques de insumos da China até 15 de março será preciso adotar regimes de férias coletivas ou licença remunerada. Em Manaus, por exemplo, é fabricado o Samsung S10, aparelho da gigante mundial que é integrado com recursos de criptomoedas e serviços baseados em blockchain.

“Quase 50 empresas do polo industrial estudam essa possibilidade, a grande maioria das empresas são do setor de eletroeletrônico”, afirmou Santana.

O Sindicato desta que o Coronavírus já vem impactando 57% das fabricantes de eletroeletrônicos e de tecnologia da informação no Brasil que depende de componentes da China para produzir seus equipamentos. A produção de celulares e computadores são as mais afetadas tendo em vista que mais de 90% dos itens destes equipamentos são importados da China.

“Já existe diferenças de níveis de estoque das empresas. Quanto mais tempo demorar para normalizar a situação na China, a produção e o abastecimento do mercado mundial maior é o risco de paralisação das empresas do PIM. A maioria das fábricas tem o estoque em torno de um mês e as empresas da China já estão há quatro semanas paradas”, destacou o comunicado do sindicato.

Em entrevista realizada com chineses na região da 25 de março o Cointelegraph levantou que a epidemia do Coronavírus já está afetando uma parcela do comércio de Bitcoin na região central de São Paulo na medida em que, muitos chineses que usavam bitcoin como ponte para fazer remessas para a China, com a paralisação das fábricas no país Asiático, deixaram de usar o BTC como ativo já que as remessas também estão 'pausadas'.

"Eu mesmo não compro Bitcoin desde o dia 20 de janeiro. Antes vivíamos em São Paulo em 4 pessoas hoje somos 14, pois trouxe meus pais e filhos que estavam na China para cá. O nosso custo de vida no Brasil aumentou enquanto diminuiu nossos gastos na China já que a família está toda aqui e não há 'comércio' por enquanto por causa do Coronavírus, então não faz sentido comprar Bitcoin ou USDT . Para mim isso não é investimento, é negócio, é uma ponte financeira. Então, se não preciso cruzar a ponte agora, não uso mais Bitcoin" argumentou Pedro, um dos chineses ouvidos pela reportagem e que pediu para que fosse usado seu 'nome ocidental'..

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