HSBC reduz 25% de seus custos com forex usando blockchain

O gigante bancário HSBC revelou que sua plataforma baseada em blockchain reduziu os custos de suas operações com câmbio (forex) em um quarto, informou a Reuters nesta quinta-feira, 14 de fevereiro.

De acordo com Mark Williamson, diretor de câmbio e gestão de risco do HSBC, o banco processa entre 3.500 e 5.000 negociações por dia usando sua solução proprietária de blockchain 'FX Everywhere'. Essas transações, no valor de US$ 350 bilhões, demonstraram que “estamos ganhando ritmo agora [...] não é uma prova de conceito isolada ou apenas um ou dois trades.”

Williamson não divulgou o volume geral ou o valor dos negócios com câmbio liquidados pelo banco usando processos legados - observando apenas que as transações baseadas em blockchain representavam uma pequena proporção do total.

Na publicação, a Reuters destaca que a redução significativa de custos (25%) em um importante participante do setor bancário global mostra o uso efetivo da tecnologia blockchain.

A plataforma - baseada em um ledger distribuído, mas com permissão - permite que o HSBC coordene os pagamentos em tempo real em seus centros comerciais nas Américas, Europa e Ásia Pacífico.

Williamson disse à Reuters que o HSBC está usando o sistema para liquidar “bilhões de dólares” em pagamentos a cada dia com uma gestão eficaz de risco em tempo real. O executivo previu que uma proporção significativa dos fluxos internos globais será liquidada no sistema, acrescentando:

“Quanto mais participantes ingressarem no ledger compartilhado do HSBC e no ecossistema, mais eficientes nos tornaremos na prestação de serviços aos nossos clientes.”

Como publicado, a última atualização do HSBC no FX Everywhere foi em janeiro deste ano, quando o banco revelou que a plataforma havia recebido 3 milhões de transações (150.000 pagamentos) no valor total de US$ 250 bilhões desde seu lançamento em fevereiro de 2018.

Além do forex, o HSBC também é um dos doze bancos que lançou uma nova plataforma de trade finance em blockchain em outubro passado, ao lado do BNP Paribas e do Standard Chartered.