Em um movimento inédito, a Sthorm, laboratório de tecnologia e impacto sediado em São Paulo, apresentou na última semana, em Nova York, a primeira arte coletiva em NFT em um dos mais prestigiados do setor sobre criptomoedas no mundo: o Blockchain Central UNGA, da Assembleia Geral das Nações Unidas.
O projeto de arte coletiva, apoiado por Ronaldinho Gaúcho e Matt Sorum (ex-Guns N' Roses), iniciou a obra com o “bloco gênesis”, nomeado de “White Pixel”. O pixel branco é o primeiro elemento que compõe uma curadoria de obras digitais de diferentes nichos, que, juntas, integrarão a obra principal.
Segundo informara os desenvolvedores ao Cointelegraph, centenas de produções serão leiloadas ao mesmo tempo para financiar pesquisas que possam prevenir ou mitigar pandemias e epidemias por meio de outra iniciativa da Sthorm: o Global Pandemic Shield (GPS).
O GPS é plataforma de financiamento de projetos científicos que minimiza os riscos associados ao surgimento de novas ameaças de saúde, proporcionando acesso a descobertas médicas benéficas à populações menos favorecidas.
“No maior evento de blockchain do mundo, iniciamos um projeto colaborativo único de grande escala que começa da forma mais humilde possível: com um pixel branco em NFT. A verdade é que não existirá, em um futuro próximo, outra oportunidade para convencer as pessoas que precisamos participar ativamente da construção da ciência. Se quisermos ter acesso a cura, é necessário ajudar a financiá-la. Nesse contexto, o Pixel Branco representa o recomeço pós-pandêmico, uma tábula rasa preenchida de forma coletiva”, diz Pablo Lobo, sócio da Sthorm e fundador do GPS.
Além disso, parte da “mintagem” das produções será efetuada, de forma parcial, por outro projeto da Sthorm: o Theos.fi, primeiro ecossistema carbono neutro de design tecnológico inclusivo para creators globais.
A ferramenta permite que qualquer criador arraste e solte qualquer tipo de arquivo (mp3, mp4, GIF, etc) a serem convertidos em NFT pela plataforma. Além da mintagem e comercialização dos ativos, o projeto permite o oferecimento de artes digitais em leilões descentralizados e pools de financiamento, como no caso da Pixel Art histórica.
Lançado em agosto, Theos teve a maior oferta pública de ativos digitais a partir de uma plataforma criada no País - seus 39 milhões de tokens foram vendidos em menos de três horas, gerando um recorde de usuários no OccamRazer, plataforma de lançamento de projetos criptoeconômicos.
Mudar a logica da saúde
Ainda segundo Lobo é preciso criar uma nova forma de se investir em ciência, longe das algemas do lucro e do financiamento por meio de impostos, pois, na sua visão, isso gera uma lógica do financiamento da doença e não da cura.
"Só nos Estados Unidos, relatórios mostram que, entre 2010 e 2019, todos os esforços do National Institutes of Health (NIH) para aprovar novas drogas com o Food and Drug Administration (FDA) foram efetuados com orçamento do setor público, arrecadado de impostos. Quem lucra com isso? As mesmas que se livram de impostos de pesquisa e desenvolvimento, as mesmas que recebem dedução tributária em gastos com campanhas publicitárias. Não se trata de um sistema focado na cura, mas na doença.”, diz Lobo
Desta forma ele aponta que o verdadeiro poder para mudar essa história vem dos 7 bilhões de inconformados com um sistema que trata vidas como commodity.
"Não nos interessa o lucro astronômico que ativos digitais vêm proporcionando de forma vazia. Queremos canalizar todo esse potencial para dar acesso à saúde, cultura, ciência, tecnologia e inclusão financeira a quem mais precisa ao redor do mundo. É tempo de recuperar o controle de nossa própria saúde. É hora de curar a ciência. É ela quem está doente, completa Lobo”, afirma Mariano Hermida, também sócio da Sthorm e fundador do projeto.
A Sthorm reúne um time global com o propósito de descentralizar a produção de conhecimento do sistema financeiro, e de garantir o acesso às descobertas científicas ao maior número possível de pessoas ao redor do mundo, com os custos mais baixos.
Como parceira do HCFMUSP, maior complexo hospitalar da América Latina, conseguiu, por meio da plataforma viralcure.com, arrecadar mais de R$ 32 milhões para o enfrentamento da pandemia.
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