Um grupo de hackers que se identifica como membros do grupo Anonymous Brasil usou dados dos cartões de crédito do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e de dois de seus filhos, Flávio e Carlos, para gastar R$ 290 mil em compras em uma loja chilena.
Os dados usados seriam do vazamento que aconteceu no início de junho, quando o Anonymous Brasil reclamou a autoria do vazamento de informações sensíveis do clã Bolsonaro, além de aliados e ministros do governo.
Na época, o grupo hacker havia vazado uma série de dados de autoridades do governo e da família do presidente. O presidente à época disse que "medidas legais" seriam tomadas e não negou a autenticidade dos dados.
O Ministro da Justiça, André Mendonça, também determinou à Polícia Federal que também investigasse o caso. O Planalto não se manifestou sobre os roubos.
Os R$ 290 mil foram gastos em cartões de crédito na joja de varejo chilena Falabella.com entre os dias 2 e 3 de junho. A fraude foi identificada pelo órgão de fiscalização fiscal da região Centro-Norte do Chile, que denunciou 26 pessoas pelos crimes, todos vinculados à rede de lojas chilena.
Segundo as autoridades chilenas informaram ao portal Metrópoles, uma investigação foi aberta para apurar o uso fraudulento dos cartões de crédito dos Bolsonaro.
Um executivo da Falabella disse à mídia do Chile que os golpistas compraram celulares, roupas, um colchão e uma guitarra elétrica com os cartões, sem identificar quais itens foram comprados diretamente com os cartões de Flávio, Carlos e Jair.
Os envolvidos devem responder de acordo com o Código Penal Chileno, que recentemente aumentou as penas previstas para crimes cibernéticos. Se condenados, eles podem receber pena que varia de 541 dias a 5 anos de reclusão, além de multa.
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