Uma nova reportagem do portal bitcoin.com teria descoberto novas evidências para mostrar que a criptomoeda Petro, apoiada pelo atual governo venezuelano, teria iniciado suas atividades de negociação, graças a várias bolsas de valores sancionadas pelo governo e mercados de balcão (OTC - Over The Counter).

A Venezuela está no meio de uma hiperinflação, hoje chegando em mais de 1.600.000%, garantindo que a moeda nacional - Bolívar - venha perdendo seu valor incessantemente. Além da inflação, o país teme sofrer com possíveis novas medidas econômicas impostas pelos Estado Unidos.

No entanto, a moeda também sofre pressões sobre a legitimidade, não apenas pela falta de um explorador de blocos de trabalho, a falta de listagens em bolsas públicas, a falta de um mercado livre e até mesmo sanções aplicadas pelo governo dos EUA. Até hoje, a maioria dos venezuelanos ainda não viu nenhum valor utilizável para a Petro.

Relatórios anteriores mostraram que a agência governamental Sunacrip, em fevereiro, fez uma lista de bolsas de valores que negociavam com a Petro e também sancionou uma plataforma de remessa de criptomoedas para Bitcoin, Litecoin e outros. A agência também disse que lançaria um explorador de blocos totalmente funcional no final deste mês.

De acordo com a reportagem, dentre as plataformas de negociação autorizadas estão a Cryptoexca.io, Afx.trade, Amberes, Bancarexchange.io, Cryptiaexchange.com e Criptolago.com.ve. 

O presidente Nicolás Maduro criou o Petro como uma criptomoeda apoiada pelo petróleo e tem tentado lentamente criticar o bolívar em favor do Petro. A criptomoeda foi usada, por exemplo, para pagar bônus salariais desde outubro de 2018.