Venezuela: novas restrições financeiras devem impulsionar ainda mais adoção de bitcoin

De acordo com a Bloomberg, autoridades do governo dos Estados Unidos dizem que o governo Trump está considerando mais sanções econômicas contra o regime presidido por Maduro na Venezuela. Desta vez, os EUA proibirão empresas de pagamento como Visa e Mastercard de fornecer serviços no país.

A medida é uma continuação dos esforços para cortar o acesso a fundos para o presidente Maduro e outros aliados do governo na Venezuela. Fontes dizem que o plano também pode afetar empresas em setores estratégicos como aviação, agricultura e energia, para mencionar algumas.

Além dos cartões Visa e Mastercard baseados nos EUA, outros processadores de pagamentos internacionais também poderiam sair do país por medo de serem alvos do governo dos EUA.

Com a certeza de que alguns venezuelanos já não eram parte do sistema financeiro ou sem banco, e sem acesso a crédito, o fechamento de operações da Visa e da Mastercard significaria que mais cidadãos seriam cortados da economia global.

Não seria surpreendente ver uma adoção ainda maior de Bitcoins (BTC) na Venezuela por conta do plano proposto. No início de março, o site Bitcoinist informou que os venezuelanos haviam negociado mais de US$ 60 milhões em BTC via Localbitcoins desde o início de 2019.

No entanto, o início de uma queda de energia prolongada no país fez com que o volume de negócios do Bitcoin caísse cerca de 40% na semana encerrada em 9 de março. Com a perspectiva de novas dificuldades financeiras no horizonte, os usuários do Bitcoin provavelmente buscarão maneiras de contornar o problema.