Goldman Sachs admite que Bitcoin é dinheiro real e cita casos de uso no mundo em desenvolviemtno

O banco de investimento de fraque e cartola Goldman Sachs admitiu que o Bitcoin e outras moedas digitais poderiam ter sucesso como dinheiro real nas economias em desenvolvimento. Os estrategistas do Goldman escreveram em um relatório recente:

"Nas últimas décadas, o dólar americano cumpriu seu propósito relativamente bem. [Mas] nos países e cantos do sistema financeiro onde os serviços tradicionais de dinheiro são fornecidos inadequadamente, o Bitcoin (e as criptomoedas em geral) podem oferecer alternativas viáveis".

No entanto, o banco de investimento alerta contra a expectativa de retornos do nível de 2017:

"Nossa suposição de trabalho é que os retornos de criptomoeda no longo prazo devam ser iguais (ou ligeiramente inferiores) ao crescimento no mercado real global — um número baixo, de um dígito. Assim, as moedas digitais devem ser consideradas como ativos de retorno baixo/zero ou de como de cobertura, como o ouro ou outros metais.

Mudança na maré

Esta é uma notável mudança de sintonia do ceticismo com o qual os grandes bancos e os investidores "mainstream" geralmente trataram a moeda digital. O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, chamou o Bitcoin de fraude no ano passado, enquanto o lendário investidor bilionário Warren Buffett insiste que o Bitcoin não é dinheiro e as pessoas devem ficar longe dele. Da mesma forma, o magnata dos fundos de cobertura Ray Dalio descarta o Bitcoin, classificando-o como uma bolha.

Importância destacada

O Goldman Sachs exerce influência extraordinária no mundo das finanças e da política. Tanto o The Independent quanto a Al Jazeera se referem ao Goldman como o banco que controla o mundo. O The Atlantic é apenas um pouco mais sutil, referindo-se à crescente influência do Goldman Sachs no governo dos EUA como "O Golpe Silencioso".

Da mesma forma, o Huffington Post escreveu extensivamente sobre a "porta de acesso" entre Goldman Sachs e o governo dos EUA. A publicação resalta que dois CEOs do Goldman Sachs - Rubin e Paulson - atuaram como Secretários do Tesouro dos EUA e o ex-CEO Jon Corzine tornou-se senador dos EUA. Outros oriundos do Goldman atuam em várias posições em todo o governo e finanças.


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