A Gol, uma das principais companhias areas do Brasil, anunciou nesta terça, 10, que todos os seus vôos para Fortaleza e Fernando de Noronha serão 'carbono zero', ou seja, terão sua pegada de carbono zerada por meio da compra de créditos de carbono.

Ainda segundo a empresa, esta compensação da pegada de carbono será feita por meio da compra da criptomoeda MCO2, da MOSS. Esta é a primeira iniciativa do tipo no mundo.

A empresa anunciou também que a compensação da pegada de carbono será doada aos passageiros quando eles comprarem suas passagens com destino a ilha. Desta forma, eles poderão resgatar o certificado de créditos de carbono referentes ao voo Fortalzea para Fernando de Noronha.

Além disso a empresa anunciou que ao receber a oferta dos tokens, como compensação da pegada de carbono do trecho do vôo, os passageiros também serão incentivados a comprar o MCO2 para neutralizar os outros trechos da viagem, como por exemplo o trecho São Paulo para Fortaleza, Rio de Janeiro para Fortaleza, entre outros.

Gol e o token MCO2

A parceria entre a Gol e a MOSS já ocorre desde o dia 05 de junho e desde esta data os clientes que compram passagens de viagens da companhia podem escolher se querem compensar a própria emissão de carbono envolvida no translado aéreo. 

“Para a GOL, a parceria com a MOSS para a compensação individual de carbono pelos Clientes estabelece um novo capítulo no mercado nacional da aviação. É um lançamento muito significativo que coloca a Companhia à frente das questões relacionadas à preservação ambiental no setor”, destacou Eduardo Bernardes, vice-presidente comercial e de marketing da Gol.

A cada compensação de carbono o cliente recebe um certificado digital com todos os detalhes envolvidos na iniciativa. A iniciativa é válida para vôos nacionais e internacionais.

Em um segundo momento, a compensação da emissão de carbono poderá também ser feita através do apoio a um projeto de reflorestamento parceiro da companhia aérea, em iniciativa que também envolve a MOSS como parceira. 

“Desde que criamos a MOSS, há um ano, já destinamos mais de US$ 13 milhões para projetos de conservação da Floresta Amazônica. Nossa parceria com a GOL nos ajudará a alcançar cada vez mais pessoas e ampliar nossa atuação junto aos projetos de preservação do meio ambiente”, disse Luis Adaime, fundador e CEO da MOSS.

Mais recentemente, a MOSS também anunciou que faz parte de um fundo negociado em bolsa (ETF) apresentado à SEC dos Estados Unidos, que prevê a compensação de todos os Bitcoins negociados no fundo. O pedido ainda aguarda aprovação da autarquia estadunidense.

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