Time de futebol de São Paulo deve anunciar parceria com FootCoin na próxima semana, afirma CEO da companhia

O CEO da empresa brasileira FootCoin, José Rozinei da Silva, revelou em entrevista exclusiva ao Cointelegraph Brasil nesta sexta-feira, 8 de março, que a plataforma, dedicada ao pagamento de serviços relacionados a clubes de futebol com criptomoedas, deve anunciar um clube paulista como novo parceiro já na próxima semana.

O FootCoin é uma plataforma que distribui utility tokens através da blockchain do Ethereum e se integra às plataformas tradicionais de e-commerce e meios de pagamento, permitindo o uso das criptomoedas para adquirir produtos e serviços. 

Ele explicou o início da parceria da empresa com dois grandes clubes brasileiros, o Fortaleza e o Atlético Mineiro, que já passaram pelas duas primeiras fases do projeto e agora se preparam para implementar o pagamento de diversos serviços através de uma moeda exclusiva de cada clube.

“No nosso plano estratégico, identificamos que o Fortaleza, pelo momento que viveu em 2018, com pouca rejeição entre torcidas, boa organização, ano de centenário, etc., era um parceiro potencial. O segundo foi o Atlético Mineiro, que vive uma fase de renovação, com uma administração profissionalizada, um CEO que passou por um banco, então um perfil mais próximo do nosso. E por Minas Gerais, um benchmarking importante em termos de mensuração de respostas do público, que é exigente, diferenciado, e nós queríamos sentir o projeto nessas circunstâncias. E o terceiro passo não tem como não ser uma grande aposta no estado de São Paulo, que vamos acabar anunciando na próxima semana”, disse o porta-voz da empresa.

O CEO da FootCoin ainda disse que as perspectivas com relação ao desenvolvimento dos projetos já implantados estão sendo atendidas, e que a partir da ativação dos serviços mais parceiros devem surgir. A empresa também entrou no mercado europeu através de Portugal, que deve servir de base para a expansão na África, Leste Europeu e Ásia.

“Portugal entrou como um hub, como posicionamento de mercado, demandando equipe, programadores, etc. e eles tem uma sociedade que atende a isso. É nossa porta de entrada, dali nos ligamos ao continente africano, já abrindo projetos na África, que tem um mercado muito grande e promissor. Além disso tem o Leste Europeu, que já estamos mapeando pra saber que tipo de oportunidades nos oferece. E a Ásia é a sequência natural”, completou.

José Rozinei da Silva ainda disse que espera uma “mudança radical” no mercado cripto brasileiro a partir do envolvimento de instituições financeiras que ofereçam melhores opções de pagamento ligados às criptomoedas.

“Acho que tem que ter uma evolução de meios de pagamento, sem dúvida nenhuma. A nossa plataforma, e outra que ainda está em desenvolvimento, são as duas únicas que convertem instantâneamente criptomoeda em reais e vice-versa. A grande dificuldade é essa, você vai em uma padaria e tem uma cripto no bolso, não consegue fazer nada com aquilo. O mercado passa pelos meios de pagamento, acho que com essa evolução, com as próprias instituições financeiras olhando para esse mercado e construindo ferramentas pra essa solução, acredito que o mercado vai mudar radicalmente. Acho que vai beneficiar a todos, não só o nosso projeto, vai reduzir custos e tal, e isso é muito saudável”, concluiu ele.

O Cointelegraph revelou em dezembro o lançamento da criptomoeda oficial do Atlético Mineiro, a altcoin GaloCoin. Antes, Fortaleza e Avaí já tinham seguido o mesmo caminho com a LeãoCoin, que também usa a plataforma Footcoin, e a Avaí Token. Na Europa, o Paris Saint-Germain, time de Neymar, e a Juventus, de Cristiano Ronaldo, também têm os seus projetos próprios utilizando a tecnologia blockchain.