Exclusivo: Itaú participa de teste para emissão de security token usando blockchain Corda

O Banco Itaú Unibanco, uma das principais instituições financeiras do Brasil, estaria participando de um teste, junto com outros 18 bancos em todo o mundo, para emissão de security tokens garantia móvel que podem ser usados ​​para liquidação instantânea, segundo informações obtidas pelo Cointelegraph.

Uma fonte ligada ao banco, que pediu para não ser identificada, destacou que os primeiros testes foram bem sucedidos e estão sendo executados em parceria com a Ivno, uma empresa de tecnologia da informação baseada em Londres, usando a Ivno Corda Application, solução em blockchain Corda, do R3, hospedado no ambiente de testes do Microsoft Azure.

No total, cerca de US$ 18 bilhões em tokens foram usados no teste que, além dos 18 bancos participantes, contou com outras 10 instituições.

Os tokens de teste foram movidos instantaneamente entre os nós implantados pelo Raiffeisen Bank International, Natixis e um grande banco do Reino Unido.

Os testes já haviam sido divulgados pela Ivno, porém não havia informação da participação do banco brasileiro.

"O número e o calibre de participantes que vimos participando do julgamento do token Ivno CorDapp é uma prova dos crescentes casos de uso da blockchain. O Ivno Settlement CorDapp responde às necessidades da indústria - a necessidade de movimentação e liquidação instantâneas de garantias. A visão da Ivno de tempo real, a transferência instantânea de valores está alinhada aos objetivos do R3 e estamos ansiosos para ver mais bancos perceberem os benefícios do Corda, em nossos testes e além", destacou o presidente do R3, David E. Rutter.

Como noticiou o Cointelegraph, embora o Itaú venha fazendo testes com tokens e aplicações em blockchain a instituição declarou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, CADE, que não tem interesse em ofertar contas bancárias para empresas do setor cripto/blockchain.

"O Itaú Unibanco opte por não atender corretoras de criptomoedas, pois entende que moedas virtuais que podem ser trocadas por dinheiro real ou outras moedas virtuais são potencialmente vulneráveis a lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, há diversos outros bancos interessados em atendê-las e, portanto, suas atividades podem continuar sem nenhum prejuízo"