À medida que se aproxima o prazo para optar por não participar do atual acordo de US$ 22 milhões com a Block.one (B1), a Fundação da Rede EOS (ENF) pediu aos autores da ação que retirem o processo judicial.

A ENF recorreu ao X (anteriormente Twitter) em 8 de agosto para incentivar os autores da ação a rejeitarem o acordo de US$ 22 milhões da Block.one, a empresa que foi a vendedora original do EOS (EOS) em uma oferta inicial de moeda (ICO) de US$ 4 bilhões em 2018.

A ENF argumentou que o acordo existente "não compensa adequadamente" os membros da comunidade por perdas causadas pelas "representações falsas e atos prejudiciais" da Block.one. A ENF enfatizou que o valor do acordo é uma fração ínfima do montante arrecadado pela Block.one, bem como dos US$ 1 bilhão que ela prometeu falsamente investir na rede e comunidade EOS.

"US$ 22 milhões é um preço muito pequeno para a Block.one pagar para evitar ter que ser responsabilizada por seus atos prejudiciais no futuro", diz o anúncio.

Além disso, o acordo impede que os participantes da ação coletiva apresentem novas reclamações contra a Block.one e seus fundadores no futuro, enfatizou a ENF, acrescentando:

"A ENF insta os membros da comunidade a optarem por não participar do acordo, o que enviará uma mensagem forte à Block.one e ao tribunal de que o acordo é totalmente inadequado e não compensa adequadamente os membros da comunidade."

De acordo com a fundação, o prazo para optar por não participar da ação coletiva é 29 de agosto. "Se você não optar por não participar até esta data, poderá ser incluído automaticamente na ação coletiva e seus futuros direitos de apresentar uma reclamação contra a Block.one serão prejudicados", observou a ENF.

As declarações mais recentes da ENF vieram logo após ela anunciar oficialmente que estava se preparando para iniciar uma ação judicial contra a B1 no final de julho.

O fundador e CEO da ENF, Yves La Rose, disse ao Cointelegraph que a nova ação da ENF poderia potencialmente ajudar os autores da ação a obter uma compensação maior. "Não há garantias, por isso esta é uma escolha pessoal que eles precisam fazer", afirmou La Rose, reiterando que a ENF recomenda que cada pessoa consulte seu próprio advogado para determinar qual decisão seria a melhor para ela.

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