Em reunião com clientes Atlas Quantum alega que avançou em tratativas com a CVM, autarquia não confirma

Em uma reunião realizada com uma comissão de clientes a Atlas Quantum, plataforma que afirma realizar arbitragem de Bitcoins, argumentou que avançou em trativas com a Comissão de Valores Mobiiliários do Brasil, CVM,que em agosto proibiu a empresa de ofertar investimentos coletivos.

A reunião, na sede da Atlas Quantum em São Paulo, teria contado com a participação de quatro clientes da empresa, três diretores da Atlas Quantum e mais três funcionários da empresa. O CEO da Atlas, Rodrigo Marques, também teria participado da conversa porém não teria permanecido até o final.

De acordo com as conversas, a empresa reforçou que apesar da redução de seu quadro de funcionários e das iniciativas de contenção de gastos, continua operando normalmente inclusive com o desenvolvimento de novos produtos baseados em blockchain pela 4cadia, startup incentivada pela empresa e comandanda por um dos diretores da Atlas.

Sobre a determinação da CVM de supsender os investimentos coletivos da Atlas, a empresa reconheceu, pela primeira vez, que a probição da autarquia também atinge a oferta de arbitragem da empresa, ou seja, a Atlas não pode oferecer serviços de arbitragem para clientes no Brasil. Contudo, segundo a empresa, as tratativas com a CVM avançaram e teria até mesmo ocorrido uma aprovação das oferetas da empresa.

"A Atlas não pode fazer oferta pública de arbitragem, mas pode sim fazer arbitragem. No momento seguem em tratativas para conseguir a liberação da CVM para a oferta pública. Houve um processo de aprovação das ofertas discriminadas no site da Atlas e evolução na tramitação com a CVM", destacou um comunicado do grupo de clientes que teria participado da reunião.

O Cointelegraph entrou em contato com a CVM que não confirmou as informações, disse que não se manifesta sobre processos em andamento e que qualquer informação sobre o processo será divulgada em seu portal oficial. A CVM ressalta que, até o momento, a Atlas Quantum possui um stop order emitido em agosto.

Ainda na reunião, a Atlas teria confirmado que há diversos clientes com problemas para efetivar o saque em reais no sistema e que a expectativa é que tudo seja normalizado até segunda-feira, 25 de novembro. A empresa também alega que está trabalhando para efetivar saque em dólares.

Sobre uma possível retomada nos saques em Bitcoin, não há qualquer prazo por conta do suposto problema com as exchanges. Desta forma, segundo a Atlas a solução de saque em reais, outrora considerada de curto prazo, virou uma solução de 'longo prazo'.

"O saque em real é um recurso planejado e pode ser visto como uma solução a longo prazo, existe a expectativa inclusive de incorporar outras moedas como USD e existir um fluxo de compradores mais significativo, viabilizando um volume de recompra maior. Foram feitos contatos com investidores dispostos a investir a longo prazo e sim, a Atlas continua a procura de novos interessados em comprar BTC com deságio. Enquanto o problema dos saques em BRL não for resolvido, continua sendo difícil que tais investidores entrem para negociação, este é um dos motivos pelos quais o deságio tem ficado cada vez mais alto", teria afirmado a empresa.

Uma suposta auditoria externa que seria realizada na empresa para certificar os bitcoins 'presos' nas exchanges e a capacidade de liquidez da Atlas também teria sido adiada. Sobre os saques dos clientes da AnubisTrade, plataforma de arbitragem comprada pela Atlas Quantum, também não há prazo para solução dos problemas e os clientes que desejarem podem 'migrar' o saldo da Anubis para a Atlas e entrar no sistema de saque em reais

Como noticiou o Cointelegraph, a crise na Atlas Quantum começou em agosto quando a empresa teve uma ordem emitida pela CVM pedindo que a empresa parasse de oferecer investimento coletivo por meio de operações de arbitragem. Fato que ocasionou uma corrida por saques na empresa que não cumpriu as determinações.

Para resolver a crise a Atlas lançou dois sistema, um deles chamado saque em reais, que preve a venda de bitcoins bloqueados no sistema e a outra chamada de 'recompra' no qual a empresa compra o Bitcoins bloqueados pelo valor de mercado.

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