Dinheiro físico na rede banco 24h agora usa tecnologia do Bitcoin

A tecnologia do Bitcoin, blockchain, está sendo usada pela TecBan, que cuida da rede Banco24h, para melhorar os saque em dinheiro físico nas unidades da rede que são compartilhadas por diversos bancos, segundo um comunicado de imprensa compartilhado com o Cointelegraph em 30 de novembro.

A solução construída pela TecBan foi desenvolvida na plataforma de blockchain da IBM e permite que o numerário em cada local seja compartilhado entre as instituições bancárias, por meio de blockchain, e, desta forma os bancos não precisam disponibilizar valores em cada unidade.

“O projeto tem como objetivo ajudar nas transações de transferência de dinheiro entre todo o setor bancário no Brasil. Se antes cada banco tinha a necessidade de ter seu numerário em cada local, agora a rede blockchain permite uma necessidade única de dinheiro em espécie por localização, independentemente de qual seja o banco, processando cada transação na rede blockchain e hospedando essas transações em uma única rede empresarial. Com menos numerário distribuído, há menos risco e mais eficiência para o sistema bancário”, disse Robert Baumgartner, Diretor de TI da TecBan.

Além do compartilhamento do dinheiro entre as instituições, a solução desenvolvida pela TecBan, em alguns casos como o sistema interbancário prevê a otimização intra e entre custódias de valores através do uso da IBM Blockchain Platform em IBM Cloud, muitas vezes já não é necessário transportar o numerário. Apenas com uma transferência da custódia, a necessidade é atendida e a operação é concluída.

“Tecnologias disruptivas como blockchain e cloud têm o potencial de transformar os processos de negócio em qualquer indústria, especialmente quando temos ambientes de múltiplas partes interessadas e que a confiança nas atividades deve ser extremamente alta, tais como as dos serviços financeiros. A rede da TecBan, baseada na IBM Blockchain Platform e na IBM Cloud coloca o setor bancário brasileiro no próximo nível de transparência e segurança e estabelece um precedente transformador no mercado financeiro, não apenas no Brasil, mas em toda a região e no mundo”, disse Fabio Marras, CTO da IBM Brasil.

Além destas soluções, Jaques Rosenzvaig, Diretor Geral da TecBan, destacou que a TecBan ainda desenvolveu um caixa eletrônico reciclador de cédulas, que permite utilizar as notas depositadas para realizar saques, o que otimiza a logística do dinheiro. A empresa também lançou o saque digital com QR code, que oferece a possibilidade de fazer saque pelo celular e retirar no caixa, sendo que o usuário nem precisa ter conta em banco.

“O ATM sempre evoluiu e passou a ter novos papéis. Mas o ATM vai continuar sustentando o dinheiro físico. Mesmo em países ricos, o papel-moeda não deixará de circular tão cedo. No Brasil, o IBGE calcula que 60 milhões de pessoas não têm conta em banco. E elas dependem do dinheiro em espécie para consumir. O acesso ao dinheiro não pode ser negligenciado, pela importância para as parcelas mais vulneráveis da população. Não vemos uma exclusão de meios de pagamento, mas a ampliação das opções.”

Como noticiou o Cointelegraph, Baumgartner ainda destacou que a solução da TecBan foi vencedora do prêmio As 100+ Inovadoras no Uso de TI na categoria Serviços financeiros, realizado pela IT Mídia em parceria com a PwC.

"Hoje, dez anos depois do surgimento da tecnologia, a usamos para ajudar a otimizar o ciclo de dinheiro. É curioso ver como uma solução nasce para uma finalidade, mas sua aplicabilidade pode ser outra (...) E do ponto de vista de sustentabilidade, temos o aumento na eficiência logística com diminuição de circulação de carros fortes, menor risco para segurança física e redução de poluentes”, destaca o executivo.

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