Apesar do mercado de criptomoedas ter perdido mais de US$ 2 trilhões de valor desde a alta histórica em novembro o ecossistema de tokens não fungíveis (NFTs) continua lançando produtos e serviços no Brasil.
Um destes novos lançamentos é o game Futster, novo game de football manager com NFTs colecionáveis que foi lançado na quarta-feira (15). No game, os players administram cards de atletas, escalam seus times e disputam campeonatos, ganhando recompensas.
No game, que é estruturado em tecnologia blockchain, os usuários colecionam cards de grandes atletas e clubes do futebol brasileiro e também fictícios, podendo montar times, disputar partidas e participar de campeonatos, além de negociar cards e acessórios em um marketplace.
Cada vitória gera recompensas ao jogador, como tokens do game e novos cards. Os cards de NFTs e os tokens do Futster são gerados na Polygon.
Entre os co-fundadores, consultores e sócios do Futster, estão: Bruno Natal (diretor criativo do Futster e apresentador do podcast RESUMIDO); Fernando Carvalho (CEO da QR Capital); Ivan Duffles (CEO da Campus Studio); Luiz Rodolfo A. Ryff (consultor estratégico do Futster); e Leo Kaplan (CTO do Futster).
Além disso, o projeto conta com parcerias com a Gazeus Games, a maior desenvolvedora brasileira de jogos casuais; a Foxbit, uma das maiores corretoras de criptoativos do país; e o Blockchain Studio, empresa do grupo Investtools para desenvolvimento de soluções em blockchain.
Lançamento de NFTs no Brasil
Outro lançamento de NFTs no mercado nacional foi executado pela Sphynx Underground Society é uma coleção de 7.777 NFTs únicos mintados na Solana Blockchain. O Projeto foi criado pelos idealizadores, Gustavo Marinho, CEO da Dropull, Roberta Gomes, ilustradora digital da LOUD.
“Estamos animados por termos uma equipe inteiramente brasileira e com a oportunidade de sermos a primeira coleção NFT a ser lançada na Solana em parceria com a OpenSea em sua futura plataforma de launch.” disse Roberta Gomes sobre o projeto.
A proposta dos desenvolvedores é que os holders de um Sphynx, se tornem membros de uma 'confraria' que está centrada no crescimento dos seus próprios membros, algo como o proof-of-collective. Uma vez parte do projeto Sphynx, o usuário poderá participar de diversas iniciativas vinculadas ao ecossistema como uma DAO, lojas online, entre outras.
Em outro lançamento, que embora internacional tem conexão com o mercado cripto nacional, o Venezia FC, clube rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Italiano na última temporada, lançou uma ação para arrecadar dinheiro dos próprios torcedores para a construção de um Centro de Treinamento.
Em 2019, o Vasco da Gama, em uma iniciativa parecida, alcançou a marca de R$ 3 milhões arrecadados para o espaço. Porém, apesar das semelhanças, há uma diferença importante no caso da equipe italiana.
Para Bruno Maia, executivo de inovação no esporte e CEO da Feel The Match, autor do livro 'Inovação é o Novo Marketing', essa iniciativa dos italianos aponta para uma tendência de descentralização econômica que já vem se espalhando pelo mercado financeiro.
“Vivemos uma era em que a diversificação de ativos e a tokenização de qualquer contrato financeiro já são uma tendência e encontram uma audiência que têm se mostrado receptiva a essas oportunidades”, explica o executivo.
No futebol brasileiro, os clubes também têm acompanhado esse movimento. No mercado de fan token, os times que possuem são: Atlético-MG, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo, Vasco e Paysandu.
"Projetos que envolvem conjuntamente NFTs e ativação com fãs, que é o exemplo do Venezia e a IDG já fez com alguns de seus personagens, como Giba e Christian Fittipaldi, acabam gerando uma combinação quase que perfeita de sucesso também a longo prazo. A tokenização de ativos de clubes e esportistas é um caminho sem volta e tendem a se expandir de forma acelerada, e vir acompanhado de ações de engajamento e experiências reais geram um incremento nas receitas de todas as partes envolvidas", afirma Sylmara Multini, CEO da IDG (Internacional Digital Group).
Apesar do Bear Market lançamentos de NFTs estão em alta
Na linha do crescimento do mercado de NFTs no Brasil, o pais contou recentemente com o lançamento de uma nova plataforma para comercialização de NFTs a Phygit.
O início da plataforma se deu pelo lançamento phygital de itens do Cryptorastas, a maior coleção de NFT brasileira com repercussão internacional, com um tênis de edição especial da Undo for tomorrow, feito com materiais de baixo impacto ambiental e o shape de skate assinado por Adelmo Jr, cujo o medalhista Bob Burnquist possui um exemplar.
De acordo com a equipe da Yaak Studio, startup de arte responsável pelo desenvolvimento da plataforma, o projeto pode contar com profissionais web3 e cripto artistas, contemplando diversas áreas de criação.
“Artigos de moda, toy art e colecionáveis em geral são alguns exemplos do que pode ser lançado pela plataforma. Nosso foco é materializar projetos que tenham impacto tanto no mundo físico quanto no digital”, diz Thiago Gouvêa, artista conhecido como Yaak, CEO e Diretor Criativo da Yaak Studio.
Yaak conta que as coleções passam por uma curadoria para a definição e seleção de novos projetos que serão impulsionados pelos itens físicos.
Já a OnePercent anunciou o lançamento do mercado secundário da Rarum - plataforma sustentável de NFTs da startup -, com a primeira rodada entregue para Digital Garage em parceria com a Volkswagen.
O mercado secundário da Digital Garage VW funciona como um marketplace de compra e venda dos itens já comercializados na plataforma, assim os apaixonados pela marca que compraram as primeiras séries, poderão disponibilizar itens repetidos, por exemplo, ou que estejam interessados em revender seus itens.
Também servirá para aqueles usuários que ainda não adquiriram os NFTs terem a possibilidade de iniciar sua coleção.
“A abertura do mercado secundário de NFTs na plataforma da Rarum amplia o nosso posicionamento de construir soluções em blockchain que visam construir relações e negócios a partir da Web3. Aliado a isso, fomentamos novos pontos de contato da marca e seus fãs, com o engajamento a itens colecionáveis”, explicou Fausto Vanin, co-fundador da OnePercent.
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