Quando a maioria das pessoas pensa em criptomoedas, suas mentes geralmente se voltam para o Bitcoin que também atua como porta de entrada para a maioria das pessoas no mercado de criptoativos. Além de ser a primeira criptomoeda do mercado, com quase 14 anos de vida, o Bitcoin também é a 'marca' mais reconhecida e difundida do mercado.

Desta forma, além de estampar manchetes em todo o mundo, o Bitcoin se tornou o ativo mais rápido da história a atingir um valor de mercado de US$ 1 trilhão em 2021 e ainda representa cerca de 40% de todo o valor do mercado global de criptoativos.

Mas, embora o Bitcoin ainda seja considerado o “Rei” das criptomoedas, não é o único criptoativo importante de criptomoeda. O Ethereum, por exemplo, cresceu tanto que liquidou mais de US$ 8 trilhões em transações em 2021. Por perspectiva, o PayPal liquidou cerca de US$ 1,2 trilhão no mesmo ano.

Além disso o Ethereum deu vida aos contratos inteligentes que trouxeram uma ampla gama de aplicações que podem ajudar a redefinir as finanaças globais. Tanto que instituições no mundo todo, como o Banco Central do Brasil, buscam formas de incorporar estes contratos inteligentes no sistema financeiro nacional.

Dentro desta revolução dos contratos inteligentes, como aponta Mel Gelderman, CEO da token.com, as finanças descentralizadas, ou “DeFi, como é popularmente conhecido na comunidade cripto ganha destaque por buscar criar uma alternativa ao sistema financeiro tradicional.

Gelderman aponta que o DeFi inicialmente decolou no Ethereum, mas teve um rápido crescimento em outras redes como Solana e Avalanche no ano passado.

DeFi é muito maior que o Bitcoin

Segundo ele, embora o DeFi ainda não tenha realizado todo o seu potencial, ele pode oferecer muitos benefícios em relação ao sistema atual.

"Talvez o mais importante, tornaria as coisas mais transparentes e acessíveis, algo que falta ao mundo das finanças hoje. Com o DeFi, instituições como bancos poderiam ser responsabilizadas por suas ações, e pessoas comuns poderiam ter as mesmas oportunidades que as elites das grandes finanças se beneficiam hoje", disse.

Ele destaca que o advento do DeFi também levou a inovações como stablecoins, uma tecnologia inovadora que já está ajudando as pessoas a combater a hiperinflação em lugares como a Argentina.

"Como muitas pessoas que trabalham com criptomoedas hoje, um sonho meu é usar o DeFi para melhorar a sociedade e bancar o maior número possível de pessoas sem banco, o que é parte do motivo pelo qual o token.com foi lançado no Brasil", aponta.

Ele também destaca que os crentes em cripto costumam comparar o Bitcoin ao “ouro digital”, argumentando que a principal criptomoeda poderia um dia superar a capitalização de mercado de US$ 11 trilhões do ouro (isso daria a um Bitcoin um preço de cerca de US$ 600.000, cerca de 30 vezes seu valor atual).

"Eu posso ver um mundo onde o Bitcoin atinge o valor do ouro, mas acho que a oportunidade para o DeFi é muito maior. Em termos de números, o valor total bloqueado em aplicativos DeFi hoje é de cerca de US$ 60 bilhões, enquanto o sistema financeiro global vale mais perto de US$ 500 trilhões hoje", aponta.

Ainda segundo ele, se o DeFi capturar apenas uma parte do mercado, isso deixa um enorme espaço para crescimento. Em um nível social, o DeFi poderia inaugurar uma sociedade mais justa e igualitária.

"Bitcoin é revolucionário, mas não é a única tecnologia empolgante no ecossistema de criptomoedas. Na verdade, estou muito mais interessado em ver o DeFi ter sucesso. Estamos aqui para mudar o mundo para melhor, e o DeFi será uma grande parte da história", finaliza.

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