Dataprev, responsável por CPF em blockchain, fecha unidade em 20 estados e demite 15% dos funcionários

A Dataprev, empresa que é responsável, entre outras, pelo projeto do CPF e CNPJ em blockchain da Receita Federal, anunciou o encerramento das atividades da estatal em 20 estados, além da demissão de cerca de 15% de seus funcionário. O 'pacote', segundo a Dataprev, faz parte de uma amplo plano de ações para 'enxugar' despesas da companhia que entrou no pacote de privatizações proposto pelo presidente Jair Bolsonaro.

Com a decisão a Dataprev não terá mais unidades no Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. Agora, suas atividades serão concentradas em 'regiões estratégicas', nos estados do Ceará, Distrito Federal, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo.

Segundo um comunicado da estatal , o fechamento das unidades se deu pela ' a queda expressiva de produtividade, devido à baixa demanda local, e passaram a funcionar apenas como núcleos administrativos, fora do escopo para o qual foram originalmente criadas'.

Sobre as demissões a Dataprev informa que elas fazem parte do Programa de Adequação de Quadro (PAQ) que tem como objetivo desligar até 493 dos 3360 empregados das unidades. As ações ocorrem pois a estatal alega que perdeu eficiência, 'comprovada pelo forte desequilíbrio entre a geração de receitas, que cresceu 13% no acumulado dos últimos 3 anos, e os gastos, que avançaram 21%, num contexto de inflação (IPCA) de 10,7% no mesmo período'.

Com o pacote de medidas de contenção de gastos a Dataprev prevê uma economia anual de R$ 93 milhões. Segundo a estatal projetos em andamento, assim como os serviços prestados pela empresa não devem ser afetados, como é o caso das iniciativas em blockchain da Receita Federal.

Como noticiou o Cointelegraph, outro projeto baseado em blockchain da Receita Federal do Brasil, o bConnect deve ser lançado até março deste ano. A aplicação deve conectar por meio da tecnologia blockchain, as aduanas do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina.

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