Três homens em um veículo não identificado avançaram contra a barreira de metal montada do lado de fora da casa dos pais de Sam Bankman-Fried, onde o fundador da falida exchange FTX está sendo mantido em prisão domiciliar, afirmam os advogados de SBF.

Em um documento do processo encaminhado ao tribunal federal, os advogados do ex-CEO da FTX disseram que os três homens saíram do carro depois de avançar contra a barreira e teriam advertido um segurança que guardava a casa: “Você não será capaz de nos parar.”

O trio não identificado conseguiu fugir antes que os seguranças pudessem registrar a placa do carro.

De acordo com uma reportagem da Reuters, o incidente foi descrito em um documento do processo judicial datado de 19 de janeiro, que destacou os riscos à segurança do ex-CEO da FTX e de pessoas próximas a ele, incluindo os dois indivíduos que garantiram a fiança de US$ 250 milhões que garantiu sua liberdade concidional:

“Dada a notoriedade deste caso e a extraordinária atenção da mídia que está recebendo, é razoável supor que os fiadores não parentais também enfrentarão problemas significativas de privacidade e segurança se suas identidades forem divulgadas.”

Os advogados não especificaram a data ou a hora em que o incidente teria ocorrido.

Em 12 de janeiro, advogados que representam alguns dos maiores meios de comunicação de língua inglesa – incluindo Bloomberg, CNBC, Reuters e Financial Times – encaminharam uma carta ao juiz do Tribunal Distrital dos EUA, Lewis Kaplan, solicitando a divulgação dos nomes dos fiadores adicionais de SBF.

Os advogados das empresas de mídia argumentaram que o direito do público de conhecer os fiadores de Bankman-Fried superava significativamente os direitos de privacidade e segurança dos fiadores.

Dado que o Bankman-Fried compartilha laços estreitos com alguns dos indivíduos mais ricos e politicamente conectados do planeta, os advogados argumentaram que a não divulgação dos nomes dos fiadores poderia minar a confiança do público nas instituições do governo dos EUA.

SBF foi extraditado para os EUA em dezembro e se declarou inocente de todas as oito acusações de fraude e conspiração feitas contra ele em 3 de janeiro.

Todas as acusações estão relacionadas ao seu suposto envolvimento no colapso catastrófico da FTX em novembro. A personalidade controversa deve permanecer em prisão domiciliar na casa de seus pais na Califórnia até a data do julgamento, marcada para 2 de outubro.

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