Choque de cultura: O Bitcoin fez parte de todos os estágios da vida em 2017

2017 vai entrar para a história como o maior ano para o Bitcoin - com uma valorização meteórica abrindo os caminhos para a principal criptomoeda se consolidar no subconsciente da maioria.

Dezembro será lembrado pra sempre pela correção de preços massiva que veio depois da ultrapassagem da marca de US$20.000, mas muita coisa aconteceu e levou a uma bom final de ano.

Voltando a janeiro de 2017. O Bitcoin havia acabado de quebrar a barreira dos US$1.000 e o comentário entre os entusiastas da criptomoeda era que a moeda virtual estava para ter um ótimo ano. É verdade quem ninguém previa naquele momento um crescimento de 2.000 porcento antes de uma correção de mercado, mas as estatísticas contam uma história diferente.

Estatísticas do Google

Uma rápida olhada nos trends do Google mostra que o interesse em Bitcoins teve um pequeno pico em maio, e foi quando começou a ganhar o interesse ao redor do mundo e perto da época em que o SegWit2x foi adiado e o otimismo do Bitcoin começou.

Ela foi, a segunda palavra mais buscada em notícias no mundo em 2017, e terceira na categoria muitas vezes engraçada do 'como'.

INFOGRAPHICS

É interessante que, os países onde o Bitcoin foi mais buscado não foram as economias de primeiro mundo mas sim as em expansão. África do Sul é a primeira da lista, seguida por Eslovênia, Nigéria, Gana e Austrália.

Ocupar o primeiro lugar nos trends do Google não é impossível. Isso mostra que as pessoas estão buscando por informações sobre o Bitcoin, talvez para informações sobre o preço ou para saber como criar uma carteira de Bitcoin.

O Bitcoin também ocupou o primeiro lugar nos termos mais buscados na Investopedia - o lugar certo para buscar informações sobre termos relacionados a finanças e economia.

Alegria dos mineradores - cards em demanda

Conforme o interesse no Bitcoin.e criptomoedas cresce, o jogador de PC e os entusiastas das noites viram a chance de usar seu hardwares para ajudar em mineração.

Esses entusiastas não perderam tempo e isso logo criou uma demanda massiva para graphics cards - que são usadas para resolver os enigmas criptográficos usados para validar cada transação em Blockchains de criptomoedas.

Na metade de 2017, o fabricante de graphics cards AMD teve dificuldade para manter a demanda pelas cards.

O rival Nvidia aumentou o preço de suas ações neste ano e a adoção da Blockchain pela Uber e Airbnb levou analistas a predizerem que haveria um crescimento ainda maior já que as duas fabricantes tem as chaves - hardware.

O preço das ações da Nvidia chegaram a acompanhar a variação do preço do Bitcoin por boa parte do ano - mesmo que a empresa estava incerta sobre seu futuro no mercado em meio a mudanças regulatórias na China, que é responsável por uma grande parte das operações de mineração do mundo. Propostas foram feitas para a fabricação de um chip específico para mineração para evitar que a companhia mudasse constantemente as necessidades dos consumidores.

O Bitcoin recebe aprovação de celebridades

Junto com a nova notoriedade, o Bitcoin e as criptomoedas também ganharam o carimbo de aprovação de celebridades em 2017.

A super estrela do boxe Floyd Mayweather ganhou os noticiários em várias ocasiões, ao ativamente promover algumas ICOs que usam o Blockchain Ethereum.

O gigante do Football Leo Messi também entrou na briga em um acordo com Sirin Labs, que cria hardware para ser usado na tecnologia Blockchain.

E a lista literalmente vai longe e existem alguns nomes surpreendentes aqui. No topo da lista está o rapper Snoop Dogg, e ai vem os atores Gwyneth Paltrow e Ashton Kutcher.

Items de luxo à venda

Ao estourar dos Bitcoins, mais pessoas buscaram tirar vantagem da compra de itens de luxo que tinham preços promocionais não em dólares mas sim em Bitcoins.

Pelo preço certo, pessoas podiam adquirir um golden Rolls Royce, uma ilha no Caribe, um flat na famosa Notting Hill na Inglaterra, ou uma manssão em Miami.

Tentando acompanhar

A explosão de interesse na Bitcoin foi um boom para o mercado mas também foi um grande estresse para as casas de câmbio, para seus servidores e infraestrutura do sistema de pagamento.

De novembro em diante, grandes casas de câmbio como a Coinbase, Gemini, Bitfinex e outras tiveram que atualizar seus sistemas para acompanhar o a entrada massiva de novos usuários tentando abrir carteiras.

Isso causou uma grande dor de cabeça aos usuários graças a uma baixa velocidade de transações. No entanto, se não fosse for esse rápido crescimento, muitas dessas casas de câmbio não teria atualizado seus sistemas - o que é crucial no desenvolvimento de câmbios mais eficientes.

Na mira da mídia

O constante crescimento do Bitcoin inevitavelmente o levou a ser o tópico mais coberto pelas redes de mídia. Para citar algumas como a CNBC, Fortune, Bloomberg, CNN e Fox avançaram na cobertura do tópico.

Dia sim dia não, essas gigantes da mídia exibiram análises financeiras, especialistas em criptomoedas, engenheiros de Blockchain, basicamente qualquer um com algum conhecimento do assunto para ajudar a informar as pessoas.

Conforme mencionado acima, o Bitcoin foi o segundo termo mais buscado em noticias do Google - enchendo de visitas esses websites e suas várias entrevistas.

Especialistas financeiros como o bilionário gerente de hedge fund Mike Novogratz e o renomado analista de investimentos Ronnie Moas lideraram as previsões de preço. Enquanto isso instituições financeiras tradicionais como JP Morgan, Bank of France, Coutts Bank foram muito contrários as criptomoedas - conforme reportado por muitas noticias nas grandes mídias.

Se 2017 não foi nada do que se esperava, estamos prestes a um ano novo promissor. A valorização de mercado das criptomoedas está no topo da lista, mas os constantes avanços na tecnologia Blockchain e novas ofertas devem levar as criptos a ganhar ainda mais interesse em 2018.


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