Apresentando recuperação nas últimas horas, o mercado de criptomoedas movimentava um volume de US$ 1,11 trilhão (+2,48%) na manhã desta quinta-feira (23), quando o Bitcoin (BTC) era trocado de mãos em torno de US$ 24,3 mil (+0,84%), recuperação que destoava do mercado de ações, ao qual o mercado cripto andou de mãos dadas nos últimos meses. O que era percebido pelo índice S&P 500 (SPX), que operava em 3.991 pontos (-0,16%), apesar da ligeira recuperação do índice NASDAQ, que espelha os papéis das grandes empresas de tecnologia, que operava em 11.507 pontos (+0,13%).

A reação negativa dos investidores do mercado de ações aconteceu após a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, divulgada na última quarta (22). No documento, a instituição monetária informou que há um consenso entre seus dirigentes em direção à continuidade do aumento na taxa de juros como um remédio amargo para conter a inflação na maior economia do planeta, não sendo descartada, inclusive, uma elevação de 50 pontos-base, apesar de a tendência favorável entre os dirigentes com direito a voto ser de 25 pontos-base. Medida que, a se confirmar, tende a afastar investidores do mercado cripto, associado aos investimentos de maior risco. 

Ainda que se revele um “voo de galinha”, a reação de preços também era sentida da maioria das principais altcoins em capitalização de mercado. O ETH se equiparava a US$ 1.665 (+1,44%), o BNB respondia por US$ 311 (+1,25%), o XRP estava cotado em US$ 0,39 (+1,61%), o MATIC estava precificado em US$ 1,39 (+2,82%), o RVN era trocado por US$ 0,035 (+9,91%), o MINA se nivelava em US$ 0,99 (+7,66%), o ZIL representava US$ 0,036 (+6,71%) e o ROSE estava cotado em US$ 0,074 (+5%).

Em relação às altas de dois dígitos, o ACH era transacionado por US$ 0,048 (+24%), o SSV operava em US$ 39,50 (+23,76%), o AMP se convertia em US$ 0,0064 (+23%), o YFI valia US$ 9.580 (+19%), o FLOKI estava precificado em US$ 0,000051 (+24%), o VERI se transformava em US$ 35,07 (+33%), o KEY estava estimado em US$ 0,013 (+36%), o VIB era negociado por US$ 0,14 (+40%), o DFG era comprado por US$ 3,28 (+31%).

Um dos destaques era o VELO, token utilizado pela Velo Labs, fintech responsável por um protocolo de pagamentos transfronteiriços, especialmente na região Ásia-Pacífico, negociado a US$ 0,0014 (+65%). 

Gráfico diário do par VELO/USD. Fonte: CoinMarketCap

A explosão do VELO, que no final de dezembro chegou a subir 70% após ser listado em três exchanges, coincidia com o anúncio de uma parceria com a gigante global de pagamentos Visa, entre outras empresas. 

O hype do VELO também foi citado pela Santiment, que já havia identificado a possibilidade de o BTC romper novamente a resistência de US$ 24 mil, o que acabou se concretizando. Mas, a plataforma de análise alertou que, apesar dos sinais de recuperação no curto prazo, os preços tendem a subir após estarem submersos, razão pela qual os investidores devem ficar atentos.

Em outra análise, a empresa também identificou 10 criptomoedas para ficar de olho à medida que suas plataformas chegam ao Top 10 em atividade de desenvolvimento, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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