Os aplicativos envolvendo transações e pagamentos de criptomoedas ingressaram em uma jornada de uma década de expansão, que resultará em um crescimento de 1.600% no acumulado entre 2023 e 2033, década em que o volume deverá crescer dos atuais US$ 25 bilhões para US$ 400 bilhões. Foi o que apontou um gelatório divulgado esta semana pela gestora de investimentos baseada em Wall Street Bernstein. 

Segundo o documento, a blockchain deverá sentar à janela durante a jornada de crescimento dos Apps de criptomoedas durante a “era de ouro”. Isso porque a fatia da “receita descentralizada baseada em blockchain” deverá saltar dos atuais 15% para aproximadamente 50% do pool da receita total daqui a 10 anos. O que representará um salto dos atuais US$ 4 bilhões para US$ 200 bilhões, cujo protagonismo deverá ficar a cargo da “inovação na escalabilidade da blockchain e no crescimento de aplicativos de serviços financeiros e segmentos de tecnologia de consumo.”

Em relação à receita on-chain dos aplicativos, o crescimento deverá ser de 40% para 75%, ascensão que deverá ser liderada pelos Apps de consumo e finanças. Nesse segundo caso, os principais geradores de receita devem ser as exchanges descentralizadas (DEXs), os protocolos de empréstimo e os produtos estruturados ou tokenizados, de acordo com o documento. 

Para a Bernstein, a receita de jogos em tokens não fungíveis (NTFs) deverá ser a mola propulsora dos Apps de consumos. O que também deverá favorecer o crescimento de volume off-chain, nesse caso por meio de serviços institucionais, como corretagem, custódia de criptomoedas e criação de novos mercados. 

Por outro lado, o crescimento da utilização de criptomoedas também deverá favorecer o avanço das carteiras digitais, segundo um levantamento da empresa de consultoria Juniper Research que apontou para a utilização de wallets por 5,2 bilhões de pessoas até 2026.

Quem também parece ter entrado de armas e bagagens na blockchain é a DHL, empresa líder mundial em logística, presente em mais de 220 países. A empresa revelou que utiliza a tecnologia em seus processos internos, desde a gestão de notas fiscais até a rastreabilidade de produtos contaminados. Segundo a DHL, a blockchain é fundamental na logística, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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