O mercado de criptomoedas se beneficiava com fluxo líquido de entrada de capital ao operar a um market cap de US$ 2,3 trilhões (+1,5%) na manhã desta sexta-feira (27). Na ocasião, o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 65,5 mil (+2%) com 56,3% de dominância de mercado, sentimento dos investidores em região neutra (54%) e a maior parte das principais altcoins em capitalização de mercado em alta de até 61%.

A movimentação de preços das criptomoedas podia se associada a alguns catalisadores de alta para a queda da aversão ao risco. Entre eles o afastamento do risco de recessão nos EUA, que provocou forte temor nos mercados no começo de agosto. Nesse caso, dados divulgados pelo departamento do Trabalho estadunidense indicaram 218 mil pedidos de seguro-desemprego na semana passada, quatro mil a menos que a leitura anterior. Já o Produto Interno Bruto (PIB) avançou para 3% no segundo trimestre ante 2,9% esperado pelos analistas.

Outros sinais favoráveis ao aquecimento de mercados como o de criptomoedas foram o anúncio da fabricante de chips Micron Technology, que viu suas ações subirem 14,73% ao projetar a continuidade do avanço da inteligência artificial (IA) e uma receita acima do esperado no primeiro trimestre do ano fiscal, que começa em 1º de outubro, e o comunicado do Partido Comunista da China, de continuidade das medidas de incentivo fiscal e monetário para o aquecimento da economia do país.

Na esteira desses catalisadores, os índices S&P 500 e Nasdaq, correlacionados historicamente com as criptomoedas, encerraram respectivamente em 5.745,37 (+0,40%) e 18.190,29 pontos (+0,60%). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin registraram US$ 365,57 milhões em entradas líquidas enquanto os de Ethereum (ETH) caminharam em direção contrária com saques líquidos de US$ 675,45 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.

Na região contraída das principais altcoins em capitalização de mercado, o POPCAT era transferido por US$ 0,99 (-5,7%), o FTM valia US$ 0,68 (-5%), o TAO representava US$ 529,69 (-4,6%) e o RUNE orbitava US$ 5,39 (-4%). Pelo contrário, o 1000SATS valia US$ 0,00034 (+9,5%), o ORDI se convertia em US$ 41,10 (+9,9%), o BRETT pareava US$ 0,10 (+8,7%) e o XEC atingia US$ 0,000038 (+8,4%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o W estava cotado a US$ 0,31 (+16,5%), o PEPE se quantificava por US$ 0,000010 (+15,5%), o SHIB respondia por US$ 0,000019 (+13,8%), o BONK estava avaliado em US$ 0,000022 (+14%), o TWT se estabelecia em US$ 1,05 (+17,2%), o AXL se comparava a US$ 0,72 (+14%), o MOODI era vendido por US$ 0,18 (+62%), o NPC era liquidado por US$ 0,028 (+31,4%), o REEF estava estipulado em US$ 0,0058 (+53%), o ZCX se transformava em US$ 0,10 (+30,3%), o PUPS representava US$ 6,70 (+49,5%) e o BENJI estava precificado em US$ 0,035 (+29,5%).

Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam DAPP na Bitget, Bybit e Gate.io, OMOCHI na BitMart, MOODENG na Bitget, Kucoin e Kucoin, SUNDOG e KAVA na Phemex, ICE na P2B e LBank, WELL e LOGX na CoinEx, PENDLE na OKX, OMOCHI na Poloniex e SPX na AscendEX.

No dia anterior, as criptomoedas subiram até 90% enquanto o Bitcoin rompia US$ 64 mil, de olho em Powell e no PCE, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.