Com a perspectiva de um novo ciclo de alta no mercado de criptomoedas, o tão esperado bull market do Bitcoin já começa a movimentar as expectativas dos investidores. O termo "bull market" refere-se a um ciclo de valorização contínua dos ativos, impulsionado por uma série de fatores como confiança na economia, política monetária favorável e otimismo generalizado entre os investidores.

No mundo das criptomoedas, o Bitcoin é o principal motor desse fenômeno. “O Bitcoin é sempre o líder nesses ciclos, e quando falamos em bull market no setor cripto, estamos falando diretamente dele”, afirma Beto Fernandes, analista da Foxbit. Segundo o analista, entender os fatores que desencadeiam esse movimento é crucial para estar preparado.

Beto Fernandes destaca que o bull market no Bitcoin pode ser gerado por fatores como a macroeconomia global, eventos como o halving, que reduz a oferta da moeda, atualizações tecnológicas e até o avanço da regulamentação no setor.

“Esses fatores podem criar um ambiente favorável para que o preço do Bitcoin dispare, e os investidores que souberem se posicionar podem obter lucros significativos", explica Fernandes. No entanto, ele também alerta para a volatilidade inerente do mercado cripto: "É essencial ter uma estratégia clara para maximizar os retornos e, ao mesmo tempo, controlar os riscos.”

Entre as dicas do especialista para se preparar para o próximo bull market, estão o estudo dos ciclos de mercado, a diversificação de portfólio e o acompanhamento da macroeconomia. "Entender o efeito do halving e como ele impacta o preço do Bitcoin no médio prazo é fundamental para antecipar tendências", recomenda.

Além disso, ele enfatiza a importância de diversificar as apostas em outras criptomoedas que podem ter valorização expressiva. “Não aposte todas as fichas em um só ativo, há altcoins que podem surpreender com altas de dezenas ou até milhares por cento", conclui o analista.

Fernandes também alerta para os perigos de seguir conselhos de "gurus" e promessas de ganhos fáceis. “O bull market inflama as redes sociais, com muitos influenciadores fazendo previsões sobre criptos que vão explodir.

Embora existam profissionais sérios, sempre faça sua própria pesquisa", recomenda. E, para os menos experientes, ele reforça: “A volatilidade vai continuar, mesmo em um mercado de alta. Se você não é um trader de curto prazo, o melhor é evitar ficar checando o gráfico a todo momento. A paciência pode ser sua melhor aliada.”

5 criptomoedas que podem bombar no Uptober

Diante das perspectivas de um próximo bull run, começando no mês de outubro, conhecido por ser o 'Uptober' (mês em que historicamente o Bitcoin registrou mais altas), Fernandes indicou 5 criptomoedas que ele acredita podem gerar lucros para os investidores no período.

A primeira criptomoeda da lista é o próprio Bitcoin, que, segundo ele, vê os sinais sobre o choque entre oferta e demanda cada vez mais aparentes.

"Quando a gente busca os dados on-chain, o volume de BTC enviado às exchanges pelos mineradores está cada vez menor. Esse é um claro sinal de que o halving está impactando as receitas deste grupo. Na outra ponta, as baleias até estão em um ritmo mais lento, mas ainda comprando BTC nos níveis mais baixos dos US$ 50 mil. Ou seja, a escalada deste choque e um possível rompimento de preços parece estar se aproximando", disse.

Na segunda posição ele coloca a SUI, criptomoeda que ganhou certa tração nos últimos meses, se posicionando como uma "Solana killer", ou seja, a rede promete uma escalabilidade, velocidade e eficiência muito alta para o desenvolvimento de dApps e soluções DeFi.

"Recentemente, a GrayScale anunciou o lançamento de um fundo de SUI. Mesmo que os produtos da GrayScale não sejam os melhores– vide o que está acontecendo com seus ETFs de BTC e ETH –, este é o primeiro caminho para uma entrada de investimento institucional, ainda não existente no restante do mercado", destacou.

O analista também está de olho no Ethereum, ele aponta que a rede tem mostrado um nível de estabilidade muito forte e, com o apoio das soluções de segunda camada, a rede principal também conseguiu mitigar bastante seus desafios de altas taxas e tempo de transação.

"Hoje, a média da blockchain do ETH finaliza transações em cerca de 30 segundos e um custo na casa dos US$ 0,60. Os ETFs também estão quase em um zero a zero, com poucas entradas e saídas. A depender dos gatilhos, o investidor institucional pode decidir por realizar aportes mais consistentes nesses fundos", aponta.

Na quarta posição está a RON, cujo token disputa não só com protocolos novos, como a Near, mas também contra as gigantes BNB Chain, Polygon e TON. Mesmo assim, ela é quem detém o maior número de usuários ativos diariamente, com mais de 1,3 milhão de devs e players.

Fechando a lista esta a NEAR, que mostrou um avanço de preços, se apoiando em uma importante atualização chamada Nightshade 2.0.

"Esta é uma proposta bastante técnica, que visa melhorar não só a escalabilidade, mas também a descentralização da rede. Para isso, foi reduzido o volume necessário para se tornar um validador oficial dentro do protocolo, abrindo uma janela de oportunidade a novos investidores", finaliza.