O ano de 2021 foi marcado pela entrada de investidores institucionais no mercado de criptomoedas, com base na tese de que o Bitcoin (BTC) poderiam atuar como um ativo de proteção contra a inflação. Em parte, este movimento das gestoras e fundos de pensão foi responsável pelo crescimento do mercado mercado como um todo.

No início do ano, a capitalização total do mercado de criptomoedas estava abaixo de US$ 1 trilhão. No ápice do ciclo atual, chegou a ultrapassar os US$ 3 trilhões e, após a queda do fim de semana passado, estabilizou-se entre US$ 2,3 e US$ 2,5 trilhões.

Agora, estas mesmas instituições que aderiram ao mercado de criptomoedas ao longo do ano estão alertando de que uma "grande correção" pode estar à caminho em 2022, de acordo com uma pesquisa encomendada pela gestora Natixis Investment Managers, publicada pela Bloomberg na quarta-feira.

A pesquisa foi realizada pela CoreData Research em outubro e novembro e ouviu 500 investidores institucionais de diversos países, incluindo quatro bancos centrais, mais de 20 fundos soberanos e gestores de 150 planos de pensão corporativos.

Segundo a pesquisa, mais da metade das instituições que participaram da pesquisa acreditam que os criptoativos são os "principais candidatos" a sofrer as piores perdas do mercado financeiro no ano que vem. Em seguida, vem os títulos de renda fixa (45%), as ações (41%) e as ações das empresas de tecnologia (39%).

Os principais riscos que pairam sobre o mercado cripto são a interrupção da política de estímulo monetário do FED (Banco Central dos EUA) e a regulação, segundo os entrevistados.

Embora a maioria das instituições reconheça as criptomoedas como uma classe de ativos legítima, 90% acredita que o mercado carece de leis específicas e precisa se tornar suscetível de controle por órgãos de fiscalização financeira.

A adoção de criptoativos como moeda de curso legal em substituição a moedas fiduciárias ou de reserva é vista como pouco provável por 75% das instituições. No entanto, elas reconhecem que mercados emergentes podem se beneficiar da adoção de um padrão monetário baseado em ativos digitais: 29% chegaram a afirmar que países periféricos deveriam considerar a possibilidade de adoção do Bitcoin como moeda oficial.

Alocação em criptoativos

Entre as instituições que compõem o universo da pesquisa, 28% declararam ter realizado investimentos em criptoativos em 2021. Ao mesmo tempo que 90% das instituições que investem em criptomoedas disseram que pretendem manter suas posições, apenas 28% declarou ter intenção de aumentar a alocação nesta classe de ativos no ano que vem.

Por fim, as instituições apontaram os principais entraves ao crescimento econômico global que devem persistir no ano que vem. A maior preocupação diz respeito a possíveis falhas em cadeias de suprimento (56%), seguido por uma política monetária menos favorável dos bancos centrais (47%), o surgimento de novas variantes do coronavírus (41%), o aumento das tensões entre os EUA e a China, e a desaceleração da economia chinesa (27%).

Em oposição à percepção das instituições apresentada pela pesquisa da Natixis, o estrategista sênior de commodities da Bloomberg, Mike McGlone, publicou uma postagem no Twitter com previsões otimistas para o Bitcoin e para o ouro em 2022, conforme noticiou o Cointelegraph recentemente.

US$ 100.000 #Bitcoin, US$ 50 #Oil, YS$ 2.000 #Ouro? Perspectivas para 2022 em 5 Gráficos - O pico das commodities e a queda no rendimento dos títulos de longo prazo do Tesouro apontam para riscos de que as forças deflacionárias revivam em 2022, com desdobramentos positivas para o Bitcoin e para o ouro.

— Mike McGlone (@mikemcglone11)

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