Em setembro, as exchanges de criptomoedas registraram os menores níveis de negociação em quase três anos. Nas exchanges centralizadas (CEX), o fluxo de negociações foi o menor desde outubro de 2020, enquanto as exchanges descentralizadas (DEX) regrediram para níveis que não eram vistos desde dezembro do mesmo ano.

Liquidez segue em baixa

Entre agosto e setembro deste ano, o volume de negociações com criptomoedas nas CEX partiu de US$ 422,95 bilhões para US$ 311,93 bilhões, nos dados do The Block. A queda foi de 26,3%. Este é o menor volume negociado desde outubro de 2020, quando investidores movimentaram US$ 226,58 bilhões em plataformas centralizadas.

A queda no volume movimentado através de CEX foi ainda maior no acumulado do terceiro trimestre, totalizando 30,2%. Mesmo com os problemas regulatórios enfrentados ao redor do mundo, inclusive no Brasil, a Binance dominou as negociações durante os três últimos meses.

A dominância da exchange comandada por Changpeng Zhao, porém, tem encolhido gradualmente. No fechamento de junho, os valores movimentados pela Binance representavam 50,8% do total negociado através de CEX. Já em setembro, a exchange representou 41,7% das movimentações com criptomoedas do setor centralizado.

Conforme noticiado pelo Cointelegraph, o volume perdido pela Binance tem sido captado por exchanges como HTX (antiga Huobi), Bybit e DigiFinex.

Já em relação às DEX, as negociações totalizaram US$ 44 bilhões em setembro, valor 22,6% menor em relação a agosto. Os dados são do DefiLlama. Desde março, o volume negociado nas exchanges descentralizadas exibe queda, com quase 70% de redução nos últimos seis meses.

DEX recuperam terreno

Apesar das quedas nos volumes de CEX e DEX entre agosto e setembro, as plataformas descentralizadas conseguiram morder uma fatia maior do mercado no mês passado.

A “Proporção DEX para CEX” aponta quanto as exchanges descentralizadas movimentaram em comparação às exchanges centralizadas. A métrica é comumente usada para medir o apetite dos investidores por opções que permitem a manutenção da custódia dos criptoativos.

Em setembro, a Proporção DEX para CEX foi de 14,11%, ligeiramente maior do que os 13,43% exibidos em agosto. Além disso, o mês passado quebrou a sequência de quedas desta métrica, que eram registradas desde maio.

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