A Coreia do Norte é sempre apontada como um dos principais destinos de fundos ligados a crimes com criptomoedas, com mais de 15 casos documentados de roubo cibernético e US$ 1,59 bilhão em fundos roubados. No entanto, a recente turbulência no mercado de criptomoedas teria eliminado milhões de dólares do portfólio de criptomoedas roubadas do país.
O colapso do mercado de criptomoedas que começou em maio varreu centenas de bilhões de dólares da indústria de criptomoedas, onde a maioria dos ativos de criptomoedas caiu mais de 70% em relação ao topo histórico de 2021. Como resultado, a maioria dos fundos de criptomoedas roubados pelos hackers da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) também registrou uma queda significativa.
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Um relatório do Coinclub.com indica que a Coreia do Norte contratou 7.000 hackers em tempo integral para roubar fundos por meio de ataques cibernéticos, ransomware e hacks de protocolos de criptomoedas.
O hack da ponte Ronin de US$ 600 milhões em abril também estava ligado ao mais famoso grupo de ransomware do país, Lazarus. O valor roubado em Ether (ETH) caiu para US$ 230 milhões no mercado atual, uma queda de mais de 60%.
Segundo um relatório da Chainalysis, a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) detinha cerca de US$ 170 milhões em criptomoedas não lavadas roubadas de 49 hacks ao longo de quatro anos. O valor dos fundos roubados agora caiu para US$ 63 milhões.
O relatório da Chainalysis estimou que a RPDC detinha alguns fundos de criptomoedas desde 2016, o que indicava que esses hackers não foram rápidos na lavagem dos fundos roubados. Isso pode ser parcialmente atribuído à transparência da tecnologia blockchain, onde, assim que ocorre um hack, o protocolo geralmente se coordena com exchanges de criptomoedas e emissores de stablecoin para congelar os fundos roubados, e até mesmo a pequena quantidade movimentada pode ser rastreada.
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Outro relatório analítico de criptoativos do CNAS destacou que roubar é apenas a primeira parte, encontrar exchanges para trocar os fundos por moeda fiduciária ou Bitcoin (BTC) geralmente deixa Pyongyang com apenas um terço do valor real dos fundos roubados.
A Coreia do Norte enfrenta várias sanções globais, que dificultam o comércio ou transação no mercado internacional, e especialistas acreditam que isso os levou a considerar criptomoedas como uma alternativa. No entanto, as criptomoedas correspondem a apenas uma pequena parte dos fundos da RPDC, com a maior parte de seu capital proveniente de contrabando de carvão e acordos sigilosos com a China, publicou a Reuters.
Com a desvalorização dos fundos roubados em hacks e o crescimento de ferramentas analíticas e ações governamentais, a RPDC tem achado cada vez mais difícil lavar esses ativos roubados.
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