O CMO do banco digital brasileiro Zro Bank, que também permite a negociação e custódia de Bitcoin, Cazou Vilela, disse em entrevista ao Cointelegraph Brasil que o Zro está pronto para lançar suporte a criptomoedas lastreadas em ouro, dólar e euro em breve.
O Zro Bank foi formado pelos executivos da antiga exchange brasileira BitBlue e da CoinWise, e manteve a vocação para ser um banco-exchange, ou o "primeiro banco blockchain" do país, como anunciado no lançamento. O banco lançou recentemente um cartão cripto da bandeira Visa e um programa de cashback com Bitcoin.
Seis meses depois, Cazou Vilela diz que o retorno para o banco tem sido excelente, e que as recentes novidades, com novos investidores entrando no mercado de criptomoedas e o lançamento de produtos cripto no mercado financeiro, como fundos de investimentos e ETFs, contribuiu para a consolidação do mercado, afastando a má impressão dos anos pré-2020.
"Antigamente, muitas vezes as pessoas queriam entrar no mercado de Bitcoin mas tinham medo, havia muita insegurança sobre como e com quem investir. A gente passou a operar em um território em que as pessoas têm menos receio, por isso criamos o banco digital, unindo a parte financeira a uma exchange. Hoje as pessoas já entendem que nos bancos digitais já temos o Banco Central regulando e uma série de problemas com que elas não precisam mais se preocupar, e essa é proposta do Zro Bank. A gente foi muito feliz, porque quando a gente veio a mercado, o vento soprou a favor da adoção desses primeiros adotantes. Ainda tem muita gente de fora e que quer investir, então a gente tem estruturado o banco nesse processo para receber essas pessoas"
Ele diz que hoje os consumidores de criptomoedas do banco digital têm três perfis distintos: um público mais jovem, que vê no mercado uma oportunidade de ganhar bastante dinheiro, outro mais conservador, que começa fazendo pequenos aportes antes de ganhar confiança e aumentar os investimentos, e outros que são investidores que já conhecem o mercado cripto e geralmente fazem grandes aportes em períodos de tempo mais espaçados.
Para atender a esta demanda, Vilela explica que o banco digital tem atuado no sentido de sempre se preocupar em atender às necessidades financeiras dos clientes, que diante das tecnologias disruptivas como é o caso das criptomoedas muda muito rapidamente.
Por isso, o banco vai anunciar a negociação de stablecoins lastreadas em ouro, euro e dólar, visando dar mais liberdade e segurança financeira para os clientes investirem:
"A gente deve lançar essas moedas nas próximas semanas, e é só um primeiro passo pra gente se tornar um banco multimoedas. Existe uma série de possibilidades de valores que podem ser intercambiados. Imagine se os seus pontos de fidelidade do seu banco pudessem ser negociados dentro do banco com outras moedas. Imagine outras commodities além do ouro que você possa negociar, se você pudesse negociar e pagar por um carro em soja. Existe um universo de possibilidades, a gente tá no princípio de uma grande revolução, que não é só da moeda que a gente tá acostumado, da base monetária ou qualquer conceito de economia. É uma revolução que envolve muitas coisas. E a gente quer ser uma infraestrutura para que essas trocas possam acontecer"
Assista à entrevista na íntegra:
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