Os fãs assistindo o Kansas City Chiefs enfrentar o Philadelphia Eagles no Super Bowl LVII em 12 de fevereiro não verão uma infinidade de anúncios para empresas de criptomoeda, como fizeram em 2022.
De acordo com uma reposrtagem da Associated Press de 6 de fevereiro, houve quatro acordos em potencial com empresas de cripto para comerciais custando cerca de US$ 6 a US$ 7 milhões no Super Bowl de 2023, todos os quais desmoronaram após o pedido de falência da FTX em novembro. O vice-presidente executivo de vendas de anúncios da Fox Sports, Mark Evans, disse que haveria “representação zero” das principais empresas de criptomoedas em 12 de fevereiro, quando cerca de 100 milhões de pessoas poderiam estar sintonizadas no jogo de futebol americano.
Durante o Super Bowl LVI em 2022, empresas como FTX, eToro, Crypto.com e Coinbase lançaram anúncios. O comercial da FTX, que foi ao ar cerca de nove meses antes do pedido de falência do Capítulo 11 da empresa e do ex-CEO Sam Bankman-Fried ser acusado de fraude, apresentava o comediante Larry David dizendo aos clientes: “não perca” a criptomoeda.
David foi posteriormente incluído em uma ação coletiva alegando que ele promoveu a exchange de criptomoedas para investidores sem realizar nenhuma diligência. Outras celebridades que apoiaram empresas de criptomoedas, incluindo Matt Damon - para Crypto.com - e a estrela do tênis Naomi Osaka - para FTX - também enfrentaram críticas.
Apesar do relatório da AP, a startup de jogos Limit Break anunciou em 6 de fevereiro que exibirá um anúncio interativo durante o Super Bowl LVII, no qual planeja distribuir tokens não-fungíveis com tema de dragão, ou NFTs. O anúncio aparentemente não apresentará uma celebridade, mas incluirá um código QR para os espectadores escanearem.
Muitas autoridades globais têm direcionado anúncios cripto após a quebra do mercado de 2022 e empresas como FTX, Voyager Digital, BlockFi e Celsius Network declarando falência. A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos teria aberto uma investigação sobre várias empresas cripto por “possível má conduta em relação a ativos digitais”.
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