Resumo da notícia
BRLN nasce como stablecoin institucional para liquidação e integração de ativos digitais.
Arquitetura prevê conexão futura com redes públicas seguindo evolução regulatória.
Stablecoin reforça o papel da Núclea como infraestrutura crítica do sistema financeiro.
A Núclea, responsável pela emissão de 100% de todos os boletos no Brasil, anunciou o lançamento de uma stablecoin própria, a BRLN, que será lastreada em reais.
De acordo com a empresa, a iniciativa reforça o avanço da companhia na modernização das infraestruturas necessárias para impulsionar a tokenização de ativos no país, apoiada em governança, segurança e aderência regulatória.
Desenvolvida e validada na Núclea Chain, a BRLN foi criada para dar suporte a processos de liquidação, compensação e integração entre diferentes soluções de ativos digitais operadas pela companhia. Ela simplifica operações em ambiente tokenizado, oferecendo eficiência, rastreabilidade e segurança. Desde o lançamento da Núclea Chain, em 2024, a Núclea já tokenizou mais de R$ 1 bilhão, incluindo duplicatas e cotas de consórcio.
A arquitetura da BRLN já prevê capacidade de integração com redes públicas, um movimento que será ativado futuramente, de forma gradual, acompanhando as necessidades dos clientes, a evolução regulatória e o plano de governança tecnológica da empresa.
Nova stablecoin no Brasil
A BRLN se conecta ao conjunto de soluções da Núclea, apoiando serviços de registro, liquidação e iniciativas de tokenização já em operação dentro da companhia.
Nesta primeira fase, a moeda digital fortalece a eficiência dos processos existentes, como o N-COTAS por exemplo, serviço de consolidação e leilão de cotas de consórcio, mas também prepara terreno para novos modelos digitais que venham a ser construídos no ecossistema.
“A BRLN representa um passo decisivo para a infraestrutura de ativos digitais no Brasil. Levamos para o ambiente blockchain a mesma credibilidade e robustez que há décadas sustentam as operações críticas do sistema financeiro nacional”, afirma Rodrigo Furiato, vice-presidente de Negócios da Núclea.
A chegada da BRLN reflete um roadmap de inovação na Núclea. A companhia foi pioneira em redes de mercado, tokenização de duplicatas e no desenvolvimento de infraestruturas para registro e liquidação de ativos digitais em ambientes permissionados. Com a BRLN, a empresa transforma tecnologia em solução operacional escalável, reforçando seu papel como base crítica do sistema financeiro nacional.
Além disso, o lançamento ocorre em meio à construção do novo marco regulatório do Banco Central para prestadoras de serviços de ativos virtuais (VASPs). A Núclea já opera alinhada às exigências que entrarão em vigor, reforçando sua posição como parceira das instituições financeiras na migração para o ambiente digital tokenizado.

