Um relatório recente publicado pela exchange de criptomoedas brasileira Mercado Bitcoin (MB) apontou para um potencial de crescimento de longo prazo da coleção de tokens não fungíveis (NFTs) Clone X, desenvolvida pelo estúdio RTFKT com a colaboração do artista contemporâneo Takashi Murakami, conhecido como criador do termo e da estética superflat, perceptível em algum dos elementos do projeto.
Apesar do atual momento desfavorável à indústria de criptomoedas como um todo, o projeto da RTFKT para a criação de um metaverso calcado na formação de uma comunidade criativa pode ser um diferencial diante da turbulência do mercado, que também atinge os NFTs.
A RTFKT foi comprada recentemente pela Nike como um primeiro passo da empresa para o metaverso, o que representa um forte apoio para a coleção dos Clone X. Outra vantagem elencada pela MB é o fato de a RTFKT ser uma empresa criptonativa, além de sua equipe de fundadores não ser anônima e as artes serem de alta qualidade.
O desenvolvimento e a entrega do ecossistema de do roadmap (roteiro) com alto nível de qualidade também foi outro ponto favorável apresentado pelo documento, assim como o crescimento consistente no número de holders (detentores) únicos, 9271 na manhã desta quinta-feira (19) segundo o mapeamento da plataforma NFTGO, montante que representa pouco mais de 47%.
Por outro lado, a avaliação da Mercado Bitcoin é de que a coleção possui um suprimento elevado em relação a outros projetos, alta concentração em posse de alguns poucos holders e alocação para pré-venda por um preço extremamente baixo. Apesar disso, o Clone X ocupava a segunda colocação quando o assunto é o volume de seguidores e membros nas redes sociais com 351,6 mil inscritos no Twitter, 157 mil no Discord e 453 no Instagram, atrás apenas da coleção Bored Ape Yatch Club (BAYC).
O Clone X permanecia estável com uma capitalização de mercado de US$ 410,1 milhões, apesar de uma queda de - 23,85% em volume de negociação em 24 horas, período em que o preço-base do NFT sofria perda de – 8,3% sendo negociado a 13,95 ETH, cerca de US$ 27,3 mil.
Ecossistema do Clone X
A coleção é composta por 20 mil avatares em estilo 3D que misturam a estética cypherpunk e a cultura oriental. A história fictícia do projeto começa a partir da empresa CLONE X Corp, criada por três extraterrestres vindos do planeta orbitar, localizada na constelação de Draco. Os ETs chegaram com objetivo de acelerar a evolução para uma experiência imaterial, não física, que acontece pela transferência da consciência humana para clones avançados para a criação do que chamava de “O verdadeiro Metaverso”, onde os seres humanos não existem mais na forma orgânica e sim através da representação digital de seus avatares Clone X.
A coleção Clone X possui 20 mil exemplares. Imagem: Divulgação/OpenSea
O projeto também contempla um marketplace de moda para customização e negociação de roupas e acessórios dos clones além das Space Pods, que são NFTs de apartamentos do futuro customizáveis, onde o hodler pode exibir suas coleções de NFTs ou coleções de outras pessoas, visando criar experiências em um ambiente 3D de fácil acesso.
Em 2022 foi divulgado o PodX, extensão do ecossistema das Pods em que os holders das Space Pods receberam por airdrop um NFT chamado Loot Pod, que funciona como continuação independente das Space Pods.
Em fevereiro aconteceu outro airdrop, desta vez do NFT de um cubo misterioso destinado aos holders, o MNLTH (Monolith), cuja mecânica representava uma série de quatro missões a serem executadas para os respectivos updates da aparência do NFT por meio da liberação do MNLTH. Depois disso, os holders puderam queimar o NFT do MNLTH para receber outros três, sendo esses: 1 Nike Dunk Genesis Crypto Kicks, 1 Skin Vial EVO X Aleatório e 1 MNLTH2.
A baixa no mercado de NFTs segue a tendência do mercado de criptomoedas segundo avaliação do Morgan Stanley, o que segundo o banco é resultado da “especulação dos investidores, com demanda real limitada do usuário”, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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