CipherTrace detecta grande aumento nos pagamentos internacionais dos EUA para exchanges offshore

Aviso legal: Um porta-voz da CipherTrace informou ao Cointelegraph que esses números estão sujeitos a alterações à medida que novas informações se tornam disponíveis e alguns números foram alterados.

 

Houve aumento de 46% no número de pagamentos internacionais de exchanges dos Estados Unidos para exchanges offshore desde o começo de 2017, representando um desafio para os reguladores. Os dados foram revelados no último relatório sobre AML (anti-lavagem de dinheiro) da empresa de inteligência cripto CipherTrace, compartilhado com o Cointelegraph em 29 de abril.

De acordo com a CipherTrace, uma envolvendo transações de 164 milhões de Bitcoin (BTC) revelou que pagamentos além fronteiras de exhanges dos EUA para plataformas offshore aumentaram 45% no primeiro trimestre de 2017 para 66% para o mesmo período em 2019.

Como relata o relatório, o aumento representa uma dificuldade em potencial para as autoridades norte-americanas, já que a proliferação de transações internacionais podem driblar a supervisão interna. A CipherTrace destaca:

“Uma vez que esses pagamentos chegam a exchanges e carteiras em outras partes do mundo, elas ficam invisíveis às autoridades dos EUA. Até agora, é incesto se esses pagamentos entre exchanges acompanham a exigência da FinCEN de que "os MSBs devem manter um histórico de cinco anos de câmbios de moeda superior a US$ 1.000 e transferências de dinheiro acima de US$ 3.000".

Apesar da incerteza regulatória que essa tendência representa, os MSBs — money service businesses — estão porém avisados por especialistas que devem reter taxas ID/SSN para essas transações, diz o relatório.

O relatório AML da CipherTrace traz ainda uma gama maior de desafios ao setor cripto, dizendo que os roubos e hacks de exchanges trouxeram perdas de US$ 356 milhões em 2019 até agora — podendo atingir US$ 1,2 bilhão até o fim do ano.

Além disso, o relatório tratou da tendência de regulação de financiamento anti-lavagem de dinheiro e contra-terrorismo a serem introduzidos para ativos cripto em todo o mundo este ano - nomeadamente nos EUA, no Canadá, no Reino Unido e no Japão.

Na sequência das recentes polêmicas envolvendo a stablecoin Tether (USDT), a CipherTrace também destacou que mais de 20 stablecoins não reguladas existem no setor, levantando preocupações sobre transparência, possíveis deficiências nos processos de auditoria e cobertura de seguro de ativos.

No último ano, as stablecoins reguladas abriram um precedente com diversos lançamentos, como o Gemini Dollar dos gêmeos Winklevoss e o Paxos Standard da Paxos, ambos licenciados pela Lei de Segredo Bancário dos EUA e assegurados pelo regulamento BitLicense do Departamento de Estado de Nova York.