Durante uma teleconferência na qual apresentou os resultados financeiros do primeiro trimestre, o presidente do BTG Pactual, Roberto Sallouti, anunciou que o banco vai lançar, daqui a 2 meses, sua própria exchange de Bitcoin e criptomoedas.
"Teremos nossa plataforma de negociação criptomoedas em até dois meses.... a proposta do BTG é ter uma plataforma de investimento completa para nossos clientes", revelou.
Como já anunciado pelo BTG, inicialmente a plataforma, que se chamará Mynt, terá suporte inicial para Bitcoin e Ethereum. Os clientes do BTG Pactual poderão acessar o Mynt por meio dos sites e aplicativos do BTG Pactual digital e do banco digital BTG+.
“Nosso objetivo é oferecer acesso a investimentos em criptoativos de forma simples, direta e segura. Além disso, teremos conteúdo para as pessoas saberem como investir em novos cenários do mercado financeiro", disse André Portilho, sócio do BTG.
O BTG Pactual diz que sua decisão de oferecer a plataforma de criptomoedas é baseada na demanda do mercado e também se baseia em sua reputação como “pioneira” em ativos digitais.
“A criptomoeda está se fortalecendo como uma nova classe de ativos e temos visto uma demanda crescente de nossos clientes para acessar esse mercado de maneira segura”, disse Portilho.
O BTG foi um dos primeiros bancos do Brasil e da América Latina a abraçar as criptomoedas e em fevereiro de 2019 lançou o ReitzBZ, um token lastreado em ativos imobiliários da instituição. O token foi construído na blockchain da Tezos e já pagou seus holders em diversas rodadas de distribuição de lucros.
O banco também possui um fundo de investimento proprio com exposição em Ethereum e dois com exposição em Bitcoin (BTG Pactual Bitcoin 20 FIC FIM IE e o 100% bitcoin BTG Pactual Bitcoin 100 FIC END IE). A custódia dos fundos do BTG é feita pela Gemini.
Além disso o BTG é um dos distribuidores de praticamente todos os ETFs com exposição de criptomoedas no Brasil e possui uma estreita relação com a Hashdex.
ICO foi a porta de entrada do BTG no mundo cripto
Segundo declarou André Portilho, sócio do BTG, o sinal para o banco entrar na onda de tokenização e das criptomoedas foi o boom das ofertas iniciais de moedas (ICOs) em 2017. De acordo com o executivo, ao ver como projetos captavam dinheiro em todo o mundo sem intermediários eles entenderam que aquilo era um sinal dos "novos tempos".
Então o banco decidiu “entender qual era o sinal por baixo do ruído” e começou a estudar possibilidades de entrar neste mercado, até que optaram pelo setor imobiliário.
“É um investimento que as pessoas no mundo todo estão acostumadas a fazer diretamente ou por meio de um veículo, é fácil de explicar e já fazíamos operações com imóveis recuperados”, disse.
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