O Facebook perdeu o maior parceiro da empresa da América Latina, em seu projeto de stablecoin, Libra. O Mercado Livre, maior e-commerce do continente e principal marketplace do Brasil anunciou que não integra mais a Associação Libra.
O Mercado Livre havia anunciado sua participação no Projeto desde o início do lançamento da proposta do Facebook. O ML integraria a Associação por meio de seu operador de pagamentos, o Mercado Pago, que no Brasil é autorizado, desde 2018 pelo Banco Central do Brasil a ser um banco tradicional. Juntamente com o Mercado Livre também deixaram o projeto importantes instituições como a Visa, Mastercard, PayPal e Ebay.
Embora tenha deixado o projeto o Mercado Livre não 'virou as costas' para bitcoin e criptomoedas, pelo contrário, os criptoativos estão no radar da empresa que pretende expandir as ofertas de pagamento do Mercado Pago.
Recentemente a Bitpay, anunciou uma parceria com o ML permitindo que usuários usem Bitcoin e Bitcoin Cash para compra de cartões de presente no e-commerce. Também será possível transferir dinheiro para a conta do Mercado Pago do usuário usando as criptomoedas via integração com a Bitpay.
Desta forma, será possível, por exemplo, usar Bitcoin e Bitcoin Cash para diferentes funções, inclusive enviar créditos para o Uber e também fazer remessas, via Mercado Pago, para usuários no exterior. O Mercado Livre também já destacou que assim que o suporte para Ethereum ficar pronto no Bitpay, ele também será adicionado a plataforma.
Como noticiou o Cointelegraph, o grupo de nações do G7 elaborou um relatório que diz que as "stablecoins globais" representam uma ameaça ao sistema financeiro global.O G7 também afirmou que, mesmo que as firmas-membro da Associação Libra que governam abordem questões regulatórias, ela pode não obter a aprovação dos reguladores necessários, declarando:
"O G7 acredita que nenhum projeto de stablecoin deve entrar em operação até que os desafios e riscos legais, regulatórios e de supervisão sejam tratados adequadamente. [...] Lidar com esses riscos não é necessariamente uma garantia de aprovação regulatória para um acordo de stablecoin".
O G7 também afirma que as stablecoins globais com potencial de escalar rapidamente podem sufocar a concorrência e ameaçar a estabilidade financeira se os usuários perderem a confiança na moeda.