O Metaverso ainda é uma ideia muito abstrata para a maioria da população, mas o que se sabe é que será um novo mundo que vai combinar realidade virtual e realidade aumentada.
Para que tudo isso funcione, uma empresa fundada por brasileiros, está desenvolvendo uma plataforma para funcionar como estrutura para o Metaverso.
Um dos brasileiros que está por trás da iniciativa é Marcelo Lacerda, um dos pioneiros da internet brasileira, que cofundou a Magnopus, que tem clientes como Facebook e Disney.
Com ele na iniciativa está outro brasileiro, Rodrigo Teixeira, além dos norte-americanos Ben Grossman e Alex Henning, ganhadores do Oscar de efeitos visuais por “A Invenção de Hugo Cabret”.
Segundo o NeoFeed, que entrevistou Lacerda direto da Expo Dubai, a Magnopus está desenvolvendo o Olympus (nome provisório), que será uma plataforma usada como uma espécie de sistema operacional do metaverso.
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Como explicou Lacerda, a Magnopus tem a pretensão de conectar o mundo físico ao digital e está desenvolvendo na prática o metaverso.
A empresa tem oito anos e já recebeu US$ 50 milhões em seis rodadas de investimentos. Entre eles, Marcelo Peano, do fundo Pier 18 Capital e Sylvio de Barros, fundador da Webmotors.
Segundo a reportagem, o site The Information, estima em US$ 85 bilhões o tamanho do mercado do Metaverso até 2025.
O valor levaria em consideração games, ferramentas de comunicação de negócios e publicidade, sem contar os gastos com softwares, hardwares e serviços, que seriam outros US$ 829 bilhões em 2028.
Conforme Lacerda explicou ao NeoFeed, o Olympus quer levar o metaverso para outra dimensão:
“Ela vai permitir que você assista a um jogo de futebol sob a perspectiva da bola ou a um show de rock do palco”, diz Lacerda. “Isso tudo com um celular, um desktop ou um óculos de realidade virtual.”
A reportagem explica que para isso ser possível será necessário ter câmeras e sensores de internet das coisas nos ambientes.
Outra necessidade primordial para que o Metaverso seja possível é uma banda larga 5G, com altíssima velocidade.
O Cointelegraph publicou quando o Facebook confirmou oficialmente a mudança de nome da companhia para Meta, com o objetivo de focar no multiverso. O anúncio fez com que os valores de duas criptomoedas disparassem.
A Magnopus afirma também que não busca concorrer com Facebook e Microsoft, que devem criar experiências virtuais para reuniões do Workspace ou Teams.
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