Em videoconferência promovida pela QR Asset Management, especialistas brasileiros revelaramquando deixaram de investir na criptomoeda e analisaram os impactos da crise nos investimentos e o cenário político na economia
Assim, perto de completar uma semana que o bitcoin mantém o valor na casa de R$ 60 mil, muita gente volta a discutir o ativo.
Rodrigo Constantino, presidente do Instituto Liberal e membro-fundador do Instituto Millenium, e Rafael Ferri, co-fundador do TradersClub e CEO da Startups BR, lamentaram não terem investido no Bitcoin quando foram apresentados à moeda pela primeira vez.
"As pessoas não investem em Bitcoin porque têm uma resistência de conhecimento. Sou completamente leigo. Conheci o Bitcoin quando estava a U$ 112, um amigo disse ‘compra, ou vai se arrepender’. Ele tinha razão, me arrependi", lamentou
O Bitcoin não vai acabar
O trader prevê longevidade para a a principal criptomoeda do mercado.
"O Bitcoin não vai acabar, essa realidade veio pra ficar. Já está sendo discutida por empresas e bancos centrais, então é uma questão de tempo até se firmar como nova realidade", concluiu.
Já Rodrigo Constantino conta que conheceu o Bitcoin no movimento libertário e na época muitos aderiram à moeda por seu valor ideológico de descentralização e autonomia.
"Eu era meio cético na época, se eu tivesse acreditado estava feito porque era realmente um valor residual comparado com o que está valendo hoje em dia" - disse o economista
Segundo ele, porém o Bitcoin é o sonho
"É o sonho! Uma privatização de moeda com oferta limitada. Se todo mundo acreditar na moeda, a moeda passa a existir, até porque, qual o lastro do dólar hoje em dia? Não tem muito. É uma questão de crença e todo mundo já acredita, hoje em dia, no Bitcoin" explicou, fazendo referência ao teórico austríaco Friedrich Hayek, cuja defesa da moeda privada é usada por muitos para apoiar o bitcoin e as criptomoedas.
Crise Econômica
No contexto da crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, a queda dos juros a níveis baixíssimos fez com que os investidores buscassem diversificar seus portfólios.
Segundo Ferri, existe a possibilidade de a taxa Selic cair mais ainda.
"Ninguém nunca imaginou que a taxa Selic estaria a 2%. E tem uma chance muito grande de cair para 1,5%. - disse, para complementar. - A última verificação de inflação do IPCA foi muito baixa, o que pode fazer com que o Banco Central abaixe mais a Selic", previu Ferri, lembrando que o cenário matou o rentismo no país, já que taxas de juros que antes pagavam 1% ao mês agora pagam 0,15%.
Com os juros baixos, bolsas se recuperando devagar e moedas fiduciárias perdendo valor à medida que os Bancos Centrais imprimem mais dinheiro, o bitcoin começa a atrair a atenção dos investidores.
Assim, fundos de criptoativos já acumulam, no total, cerca de 8 mil cotistas.
Em março a gestora lançou o fundo QR Blockchain Assets, uma inovação no mercado por apresentar 100% de exposição em criptoativos para investidores qualificados.
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