Diante de um mercado financeiro que ainda terá muitos desafios para superar a crise global do coronavírus, os fundos de criptomoedas têm se consolidado no ano como uma das melhores opções de investimento.
Mesmo com o Bitcoin crescendo 27% no semestre, os fundos conseguiram desempenho ainda melhor, já que as altcoins também puxaram forte alta, chegando até 85% de disparada.
Embora ainda haja receio dos investidores quanto à exposição ao mercado cripto, os fundos voltados ao varejo e que vão gradativamente aumentando a exposição até serem oferecidos investidores qualificados têm atraído as atenções.
O Discovery, da Hashdex, que recentemente foi lançado na plataforma da XP, possui investimento mínimo de R$ 500 e administração de 1% ao ano, considerado o mais acessível. Sua exposição é de 20% de criptoativos e o restante em renda fixa.
O CEO da Hashdex, Marcelo Sampaio, diz em matéria do Infomoney que acredita os investidores devem reservar uma parte do portfólio ao mercado cripto:
“Acreditamos que todo o investidor deveria ter uma porcentagem, ainda que pequena, de ativos digitais na carteira. O Discovery é uma ótima opção para quem quer começar a investir neste segmento e pode ser considerado como uma porta de entrada para este mercado. Com a parceria firmada com a XP, o investidor pode finalmente ter acesso a ativos digitais de maneira simples e inclusiva”
A exposição dos ativos digitais baseia-se no índice HDAI, da Hashdax, distribuído pela Nasdaq. Trimestralmente o índice faz rebalanceamento dos ativos e define sua composição.
No primeiro semestre, o crescimendo do Discovery já era de 14%, enquanto o Ibovespa caiu quase 18% no período.
Já o Explorer, fundo com 40% de exposição e voltado a investidores qualificados, subiu mais de 27%, enquanto o Voyager, para investidores profissionais e 100% de exposição, cresceu 63% no semestre.
A Transfero Swiss também oferece a opção de investir diretamente no exterior, a partir da Suíça, onde a gestora tem sua sede.
A Transfero também tem três fundos: o Conservative, que faz arbitragem de Bitcoin, com ganhos de 8% no semestre (no par BTC contra o dólar, pois a gestora atua com a moeda americana); o Advanced, que usa bots e modelos estatísticos para identificar tendências, que cresceu 11%; e o Counter Cyclical, que é um fundo passivo que investe 75% em ouro e 25% em Bitcoin, com alta de 21%.
A outra gestora brasileira a ofertar fundos cripto, a BLP, foi a que teve melhor desempenho. O fundo BLP Crypto Assets FIM teve crescimento de 85% no semestre - é o fundo da gestora voltado a investidores profissionais, com exposição de 100% de criptomoedas.
O BLP Criptoativos, voltado ao varejo e com 20% de exposição, subiu quase 16%.
Diferente da Hashdex, a BLP faz a gestão da composição dos fundos através do Genesis Block Fund, que investe 80% nas grandes criptomoedas e 20% em projetos menores ou ICOs. A gestão é ativa e varia conforme a decisão dos gestores.
Ainda há mais uma opção de investimentos em fundos de criptomoedas, o fund VTR QR Criptomoedas, da gestora QR Asset e disponível pela Vitreo. O Fundo Master aloca 100% dos ativos no exterior e restrito a investidores qualificados, e o Fundo Light, com exposição de 20% e voltado ao varejo. Por serem recentes, não há informações sobre o desempenho de ambos.
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