Os fundos brasileiros de investimento em criptomoedas registraram em setembro seu pior mês desde o começo da crise de coronavírus, segundo levantamento do InfoMoney.

Parte dos fundos é voltado para o público em geral, com menor exposição aos criptoativos - pelas regras da CVM, no máximo 20% - o que também garantiu recuo menor em mês de queda para os criptoativos. O BLP Criptoativos recuou 1,85%, enquanto o Discovery, da Hashdex, perdeu 2,35% no mês.

Já os fundos com maior exposição, restritos a investidores profissionais, sofreram com quedas maiores, com o Explorer - com exposição de 40% - perdendo quase 4% e o Voyager (até 100% em criptos) caindo 8,78%, ambos da Hashdex.

Entre os fundos com maior exposição da BLP Asset, o Crypto Assets, com 100% de exposição, fechou o mês com queda de 9%. A gestora baseia a exposição no Genesis Block Fund, das Ilhas Cayman, que acumulou no mês queda de mais de 13%.

Apesar da queda, os fundos seguem com ótimo desempenho no ano. Além disso, como destaca a Hashdex em carta aos investidores, a desvalorização do real contribuiu para que as quedas fossem atenuadas no período.

Já a BLP destaca que o mês de prejuízos das bolsas dos EUA também assustou o mercado e por consequência o criptomercado. O Bitcoin, no mês, perdeu 7,65% em dólar, mas manteve o suporte importante em US$ 10 mil.

Com o bom desempenho de 2020, os fundos de criptomoedas são apontados por analistas como melhor investimento do ano. Os fundos com menor exposição acumulam rendimento de 24% no BLP Criptoativos e 19% no Hashdex Discovery.

Já o Hashdex Explorer já lucrou 40% no ano, enquanto entre os fundos mais expostos ao criptomercado, o BLP Crypto Assets cresceu impressionantes 150% e o Hashdex Voyager 107%. 

Em comparação com os mercados de ações, o Ibovespa tem queda de 18% no ano, enquanto o Dow Jones cai 2,6&, o S%P tem alta de 4% e o Nasdaq, embalado pelos papéis de tecnologia, sobe 24%.

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