O Cointelegraph Brasil interagiu esta semana com a Amazônia IA, chatbot criado por pesquisadores brasileiros lançado em julho pela empresa de inteligência artificial (IA) WideLabs em parceria com o sistema gerenciador de banco de dados Oracle e a gigante dos chips Nvidia. A ferramenta apontou os possíveis preços do Bitcoin (BTC) e de algumas altcoins em setembro.

Trata-se de um robô com modelo amplo de linguagem (LLM, na sigle em inglês) focado no português do Brasil, dividido em quatro categorias: cultura brasileira, criação, literatura e negócios. 

De acordo com a página oficial da Amazônia IA, as principais características do chatbot “incluem a preservação de performance nas métricas tradicionais, alta performance em métricas desenvolvidas para a reserva cultural do Brasil, competitividade, acessibilidade e escalabilidade devido ao seu valor em reais”. 

Em relação aos seus principais objetivos, a Amazônia IA destaca em sua página a “humanização da tecnologia, para ter impacto positivo na vida das pessoas, preservação da cultura brasileira, fomento da autonomia tecnológica, estímulo a indústria e a ciência nacional e acessibilidade e escalabilidade”.

Engana-se quem pensa que os casos de uso da Amazônia IA se limitam ao principal objetivo da ferramenta, que é “atrair usuários com brasilidade", segundo resposta da própria IA.

“O chatbot pode ser utilizado para diversas finalidades, como acelerar o atendimento ao cliente, fornecer informações sobre produtos e serviços, e ajudar na resolução de problemas. Ele também pode ser integrado a plataformas de e-commerce, como a Amazon, para tornar as compras mais fáceis e agradáveis”, acrescentou a Amazônia IA durante a interação.

Questionado sobre como as criptomoedas se inserem na cultura brasileira, o chatbot elencou seis pontos-chave: adoção crescente, regulamentação e institucionalização, inovação tecnológica, educação e conscientização, impacto social e ambiental e integração no comércio, nesse caso pelo crescimento da aceitação de criptomoedas como meio de pagamento, “facilitando a integração das moedas digitais no dia a dia dos brasileiros”. 

Estimulado a responder o preço do Bitcoin em setembro, o chatbot disse que o benchmark deve oscilar entre US$ 73,1 mil e US$ 86,4 mil. O que pode representar uma alta superior a 35% em relação ao preço do BTC no momento desta edição (US$ 63,3 mil), caso o maior valor apontado pelo chatbot se confirme e imprima uma nova máxima histórica.

Captura de tela/Amazônia IA

No entanto, o chatbot parece não estar convicto em relação ao benchmark, porque, em uma nova indagação de preço, a Amazônia IA estabeleceu uma faixa entre US$ 50,2 mil e US$ 73,9 mil. O que representa dizer que o chatbot não descarta uma nova queda do Bitcoin.

Captura de tela/Amazônia IA

A Amazônia IA também se mostrou otimista em relação a três altcoins: Ethereum  (ETH) em uma faixa entre US$ 3,5 mil e US$ 5 mil, Cardano (ADA) entre US$ 2,50 e US$ 3,50 e Solana (SOL) entre US$ 150 e US$ 200, embora o menor valor do SOL represente uma queda em relação ao preço no momento dessa edição (US$ 154).

Na seara pessimista, o chatbot citou o Shiba Inu (SHIB), Avalanche (AVAX) e Chainlink (LINK), mas não apontou possíveis alvos. 

Na contramão do pessimismo da Amazônia IA, a memecoin Shiba Inu anunciou  que está se preparando para lançar uma organização autônoma descentralizada (DAO), conforme noticiou o Cointelegraph.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletem as posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão.