O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, falou hoje, 17 de outubro, nas reuniões do Encontro Anual do FMI e do Banco Mundial, em Washington, EUA e, entre os tópicos apresentados abordou o processo de inovação que o BCB vem desenvolvendo em torno da Agenda BC# que incorpora novas tecnologias, entre elas blockchain.
A Agenda BC# engloba um conjunto de ações do Banco Central do Brasil, com objetivo de modernizar os procedimentos da instituição usando novas tecnologias. Segundo o Banco Central, ela busca aliar inovação tecnológica a uma agenda microeconômica da instituição. "Ela norteará o trabalho do BC durante os próximos anos e está estruturada em quatro dimensões: inclusão, competitividade, transparência e educação financeira".
Dentro os quatro eixos divulgados pelo BC e que orientam a Agenda, blockchain esta inserido dentro de Competitividade.
"A dimensão Competitividade diz respeito à adequada precificação por meio de instrumentos de acesso competitivo aos mercados. As ações serão desenvolvidas tendo como parâmetros a inovação e a eficiência da alocação das reservas internacionais. Sobre inovações, o propósito é preparar o sistema financeiro para um futuro tecnológico inclusivo. Estão sendo desenvolvidos estudos e ações sobre pagamentos instantâneos, open banking, blockchain, inteligência artificial e supervisão do risco cibernético"
Campos Neto também declarou que os próximos passos na condução da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, "do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação", também disse que ainda há riscos de uma desaceleração mais profunda na economia global.
O presidente também destacou o crescimento de fintechs de crédito. Até o momento há13 delas em operação e outras 20 aguardando liberação, "O segmento já é responsável por cerca de 250 milhões de dólares em operações de crédito", disse.
Como noticiou o Cointelegraph, o Bacen divulgou recentemente uma revisão para o Balanço de Pagamentos do Brasil de 2019 e uma perspectiva do mesmo para 2020 e, atendendo a recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) passou a incluir Bitcoin e criptoativos.
"As estatísticas do Balanço de Pagamentos, que reúnem todas as transações econômicas e financeiras entre residentes no Brasil e no exterior (não residentes), foram revisadas pelo Banco Central no intuito de disponibilizar informações mais completas, mais sólidas metodologicamente e mais consistentes, conferindo integral convergência ao padrão estatístico internacional", destacou o Banco Central.
A inclusão das criptomoedas já havia sido apontada pelo Banco Central em agosto, quando a instituição divulgou seu relatório das estatísticas do setor externo indicando a revisão na metodologia para incluir Bitcoin e criptoativos.