Estrategistas blockchain brasileiros dizem que tecnologia ‘é a resposta sustentável à crescente demanda de consumo energético mundial’

Dois estrategistas em blockchain brasileiros escreveram um artigo no jornal O Estado de S.Paulo dizendo que a tecnologia blockchain é “a resposta sustentável à crescente demanda de consumo energético mundial”. O artigo foi publicado nesta quinta-feira, 25 de abril.

Os brasileiros Tatiana Revoredo e Eduardo Pimazzoni -  ambos estrategistas em blockchain pela Universidade de Oxford e Business Application pelo MIT - assinam o artigo nomeado “Casos de sucesso da tecnologia blockchain no setor de energia”.

Nele, eles citam o relatório “2019 Energy Blockchain Startup Who-is-Who”, que segundo os autores mostra que a Europa ainda é a região que mais reúne empresas blockchain de energia, com 21 das 32 startups do setor especialmente na Alemanha, Suíça e Espanha

O texto ainda destaca que o Brasil está entre as demais startups fora da Europa, ao lado de Estados Unidos, Austrália, Jordânia e Brasil. Eles dizem que com a tecnologia blockchain seria possível criar “uma sociedade ‘inteligente’ e limpa”.

Os autores citam os projetos A LO3, de Nova York -  que usa blockchain para criar um “mercado comunitário global” para a energia renovável, beneficiando consumidores e produtores - e Lition, da Alemanha - que promove um mercado livre entre parceiros em uma rede p2p em que consumidor e “prosumidor” (consumidor que também produz energia) realizam compra e venda de energia na rede Ethereum com auxílio de um dApp.

Os autores destacam a segurança e privacidade da blockchain como pontos fundamentais da adoção da tecnologia, além da otimização de custos e aumento da eficiência dos processos. Segundo eles, a blockchain entregaria aos consumidores de energia um preço “mais justo”.

“A implementação do blockchain no setor energético permite que as pessoas sejam consumidores dessa energia ou revendedores. E como resultado, tem-se uma plataforma multidimensional com o potencial de criar uma sociedade ‘inteligente’ e limpa.”

Finalmente, o artigo diz que a blockchain viabiliza uma “nova economia de compartilhamento” de energia, facilitando troca direta entre consumidores, “com todas as transações registradas em um ledger descentralizado antifraudes, tornando as contas mais baratas”. 

Como o Cointelegraph noticiou no mês passado, o governo brasileiro também estuda adotar blockchain para aprimorar os procedimentos de repasse de verbas estatais pelo Ministério da Economia, o Banco Central e o BNDES.